Dr. Rodrigo Tavares

Endometriose – Sintomas, causas e tratamento

Endometriose – Sintomas, causas e tratamento

A endometriose é uma doença que atinge 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva no Brasil. Seu nome provém do local que ela atinge, o endométrio, que é o tecido que reveste o útero. O que ocorre, no caso das mulheres afetadas, é um crescimento anormal deste tecido para a região exterior ao órgão.

Os pequenos pedaços deste tecido acabam migrando para outros locais da região, como trompas e ovários, e o próprio corpo estimula o seu crescimento mesmo nestes locais. No momento da menstruação eles acabam descamando, e a partir dessa descamação começa a manifestação dos sintomas da doença.

Causas

Não existe uma causa específica para a endometriose, mas acredita-se que ela tenha origem na chamada menstruação retrógrada, que ocorre quando pequenas quantidades de sangue voltam através do canal vaginal. Existem, no entanto, alguns fatores que podem aumentar as chances do surgimento, como a má alimentação, o estresse, a gravidez após os 30 anos de idade e alterações no útero.

Sintomas da endometriose

Antes de mais nada, é necessário ressaltar que os sintomas da endometriose são extremamente desagradáveis, quando não, muito dolorosos. Dentre os principais sintomas da doença estão inclusos:

  • Desconforto e dor durante e após a prática sexual;
  • Dores no momento de realizar as necessidades fisiológicas;
  • Menstruação irregular;
  • Cólicas fora do período menstrual, costumeiramente intensas;
  • Alterações intestinais, como intestino muito preso ou muito solto.

Em alguns casos, no médio e longo prazo, a doença pode levar à dificuldades para engravidar. Por estes, e diversos outros fatores, ao ser constatada qualquer alteração, deve-se procurar tão cedo quanto possível um médico ginecologista de confiança.

Diagnostico e tratamento

Antes de mais nada, é necessário identificar se realmente trata-se da endometriose. Apesar dos sintomas darem pistas preciosas ao médico, muitas vezes são necessários exames para que possa-se chegar a um diagnostico mais preciso. Dentre estes exames, estão o de toque vaginal e retal e exames de imagens, como o ultrassom e a ressonância magnética.

Vale destacar que o tratamento varia de caso para caso, pois depende muito dos fatores próprios da paciente, como idade, desejo de ter ou não filhos e intensidade dos sintomas.

Em casos considerados como leves, medicamentos são utilizados para impedir a progressão da doença e ao mesmo tempo minimizar a intensidade das dores sentidas.

Já em casos considerados como moderados ou graves, muitas vezes é necessário recorrer à cirurgia, que pode ser feita através de método menos invasivo, como a laparoscopia (remoção dos tecidos afetados por meio de uma pequena incisão feita no abdômen e com o uso de câmeras), ou cirurgias mais radicais como a histerectomia, que consiste na retirada do útero.

Para prevenir que atitudes mais drásticas sejam tomadas, procure um médico assim que notar qualquer um dos sintomas e tente levar uma vida mais equilibrada, diminuindo os níveis de estresse e aumentando o consumo de alimentos ricos em ômega-3.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

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Tudo que você precisa saber sobre o DIU de Cobre

Tudo que você precisa saber sobre o DIU de Cobre

Dentre os diversos métodos contraceptivos que podem ser utilizados pelas mulheres para a prevenção da gravidez, o DIU (dispositivo intra-uterino) de cobre, que já é antiguinho no mercado,  vem ganhando cada vez mais espaço a atenção das mulheres devido à alta eficácia que fornece, cerca de 98%, sendo que existem estudos que apontam que seu índice de falha é ainda menor, girando em torno de 0,6%.

Mas afinal no que consiste o DIU de cobre? Como ele funciona? Ele pode ser utilizado por todas as mulheres? São estas e outras perguntas que serão respondidas abaixo.

Funcionamento do DIU de cobre

Trata-se de um dispositivo feito de plástico e revestido por cobre, em forma de “T” e que é colocado na cavidade do útero por um ginecologista capacitado, procedimento que geralmente é feito após a menstruação para haver certeza de que a mulher não está grávida, ou seja, para que sua colocação não seja um método abortivo.

Possui pequenos fios em sua extremidade que ficam localizados no colo do útero, para que possa ser retirado a qualquer momento que a mulher desejar.

Depois que é colocado no útero, ele impede o processo de nidação do óvulo fecundado, ou seja, impede que uma gravidez ocorra. Vale ressaltar que, o DIU de cobre é um tratamento livre de hormônios. Existem outras versões do DIU, como o DIU Mirena que, por sua vez é um tratamento anticoncepcional hormonal.

Quais as vantagens do DIU de Cobre em relação a outros métodos?

A primeira, como dissemos acima, é que se trata de um método livre de hormônios, que podem interferir no humor e mesmo nas funções corporais da mulher. Além disso, não requer nenhuma manutenção (a não ser a troca, que ocorre entre 1 e 10 anos), não requer que a mulher tome nenhuma ação especifica (como se lembrar de tomar a pílula anticoncepcional diariamente), pode ser retirado a qualquer momento, é mais acessível em termos de preço que o DIU hormonal e possui efeito de longa duração.

Quem pode e quem não pode usar o DIU de cobre?

O DIU de cobre é recomendado para mulheres adultas que já tiveram gestações ou que, mesmo não tendo, apresentem boas condições ginecológicas e de saúde, podendo ser usado em fumantes, portadoras de diabetes e de HIV/Aids.

Por outro lado, o método não deve ser utilizado por mulheres com anemia crônica; que tomem medicamentos anti-coagulantes, imunossupressores ou corticoesteroides sistêmicos; que tenham alguma infecção por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis); que sejam alérgicas ao cobre; que estejam gravidas; que possuam doenças pélvicas de natureza inflamatória; com cancro de mama; que estejam na menopausa há mais de um ano; que tenham alguma deformidade morfológica ou que tenham fluxos sexuais com muito sangue (menorragia).

Existem riscos?

Sim, como em todos os métodos contraceptivos os riscos estão presentes, mas possuem taxas de incidência muito pequenas. Dentre eles, tem-se o risco da perfuração uterina (1 ou 2 a cada 1000 casos), infecções pélvicas, menorragia acompanhada de dores menstruais, gravidez ectópica (localizada em uma das trombas ao invés do útero) e migração do DIU de cobre para o trato gastro-intestinal ou bexiga.

Vale lembrar também que este tratamento não oferece proteção contra as DSTs. Por isso, mesmo que seja altamente eficaz para evitar gravidez, as relações sexuais sempre devem ser feitas com uso de preservativo.

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Reprodução Humana: Tudo que você precisa saber sobre a FIV

Reprodução Humana: Tudo que você precisa saber sobre a FIV

Vários fatores podem comprometer a fertilidade do casal e a infertilidade só é diagnosticada, de fato, a partir de investigação médica. Na mulher, a infertilidade está associada a deficiências no ciclo de ovulação, desequilíbrio hormonal, problemas na anatomia dos órgãos sexuais (que dificultam o encontro do óvulo com o espermatozoide), e a endometriose.

A infertilidade masculina é diagnosticada através do espermograma, exame que analisa a quantidade, motilidade, morfologia, e outros fatores relacionados à qualidade e produção dos espermatozoides.

Existem três técnicas disseminadas de reprodução humana assistida:

  • relação sexual programada para os períodos de maior fertilidade;
  • inseminação artificial intrauterina e
  • fertilização in vitro (FIV).

Neste artigo, vamos abordar a reprodução humana através da fertilização in vitro, técnica desenvolvida pelo médico Robert G. Edwards (cujo primeiro bebê gerado a partir dela, Louise Brown, nasceu em 1978).

Na FIV a fecundação do óvulo pelo espermatozoide é realizada em laboratório onde óvulos e espermatozóides são colocados em uma cultura específica, com as mesmas condições encontradas nas trompas. Quando ocorre a fecundação, os embriões são introduzidos no útero para dar continuidade ao processo de gestação.  

Outra maneira de fecundação externa é a técnica denominada intracytoplasmic sperm injection (ICSI). Ela acontece quando o espermatozóide não consegue, sozinho, fecundar o óvulo e é necessário injetá-lo no óvulo mecanicamente.

Reprodução humana: etapas da fertilização in vitro

  • Ovulação induzida: a paciente receberá medicação específica para induzir o processo de ovulação. O médico acompanha o processo de desenvolvimento dos folículos que contêm os óvulos através das imagens geradas pela ultrassonografia. Com 18 mm os óvulos já estão prontos para a coleta.
  • Retirada dos óvulos: A coleta dos óvulos é feita através da aspiração dos folículos. Pode ser necessário, antes, sedar a mulher, pois esse processo implica na introdução de uma agulha pela vagina até atingir os ovários. É um procedimento relativamente simples. Em menos de meia hora os óvulos são coletados e a mulher poderá retornar para casa no mesmo dia.
  • Transferência dos embriões: óvulos e espermatozóides são colocados em uma cultura para que ocorra a fecundação. Quando o espermatozóide não consegue, por conta própria, fecundar o óvulo, a outra opção é injetá-lo dentro do óvulo. O desenvolvimento de embriões in vitro dura, em média, de três a cinco dias. Quando estão prontos, o médico faz a transferência para o útero. Não há necessidade de aplicar anestesia para realizar esse procedimento.

As chances de uma mulher gerar uma criança através da fertilização in vitro, para um casal saudável, são maiores do que a concepção natural. A taxa de concepção natural é ao redor de 8% ao mês, enquanto na fertilização in vitro, o índice pode chegar a 35% por tentativa. Porém, o que pode comprometer o desenvolvimento do embrião no útero são alterações dos cromossomos e as condições de endométrio para a recepção do embrião.

Quando ocorre o desenvolvimento de dois ou mais embriões in vitro, o “excedente” poderá ser congelado através do processo chamado criopreservação. Estes embriões congelados poderão ser usados em outro ciclo de reprodução humana assistida.

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Infertilidade – O que é, causas e tratamentos

Infertilidade – O que é, causas e tratamentos

Infertilidade é a dificuldade, ou impossibilidade de um indivíduo de engravidar. Para a medicina, é identificada uma provável infertilidade do casal quando não há gravidez após 12 meses seguidos sem uso de métodos contraceptivos e com relações sexuais regulares e em períodos diferentes do ciclo menstrual.

A partir desse prazo, é necessário procurar ajuda médica para que seja identificado qual o motivo da infertilidade. Porém, em alguns casos especiais, esta lacuna pode ser diminuída, devido a fatores que impliquem maior dificuldade, como quando a mulher já tem mais de 35 anos de idade, ou em casos de algumas doenças pré-existentes e já conhecidas por ambos, como a endometriose e a síndrome de ovários policísticos, por exemplo.

A infertilidade de homens e mulheres

Estima-se que entre 15% e 18% dos casais, em todo o mundo, possuem algum problema relacionado à infertilidade. E, apesar de, historicamente, a mulher ser sempre o foco do problema, estatísticas da Organização Mundial de Saúde apontam que, atualmente, tanto homem quanto mulher possuem os mesmos índices de 40% das causas da infertilidade.

Apesar desta descoberta, em grande parte dos casos, acaba sendo a mulher quem procura entender a dificuldade de engravidar, e é nela em que os primeiros exames diagnósticos são realizados. Isso acontece, porque, apesar de estarmos a caminho de uma sociedade mais igualitária, ainda é comum o pensamento de que um homem que não consegue ter filhos não é um homem com tanta virilidade e masculinidade como os demais.

Por isso é que a informação é tão importante. Tanto mulheres acima dos 35 anos quanto homens com mais de 45 perdem a qualidade reprodutiva natural. Isso acontece porque ocorre, no corpo de ambos, uma mudança natural nos hormônios, diminuindo relevantemente a qualidade dos óvulos (nas mulheres) e do sêmen (nos homens).  

Fatores internos e externos

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), quando diagnosticadas muito tarde ou mal tratadas, também podem causar a infertilidade, tanto em homens quanto em mulheres.

Existem outras doenças (que podem deixar resquícios não identificados, como a caxumba, infecções e vírus), que podem deixar como sequela a dificuldade ou a anulação total da produção de espermatozoides qualitativos. Há também, algumas questões genéticas que indicam má formação no sistema reprodutor masculino e a varicocele, uma doença comum principalmente em homens muito altos.

Já nas mulheres, os distúrbios hormonais que interferem diretamente na ovulação são os motivos mais frequentes da dificuldade reprodutiva, acompanhados da endometriose, tubas obstruídas, útero septado e ovários policísticos, entre outros.

Voltando aos fatores externos, outros dificultadores da fertilidade, tanto para homens quanto para mulheres, são: o tabagismo, o alcoolismo e também o excesso (ou a falta) de peso.

Diagnóstico para infertilidade

Para identificar a qualidade e quantidade dos espermatozoides, é preciso fazer um espermograma onde serão avaliados: quantidade, morfologia, volume e também a rapidez no movimento em chegar até o óvulo.

Nas mulheres, é preciso fazer uma avaliação da ovulação, incluindo: histórico menstrual, dosagens hormonais, e a formação do útero e das tubas. Primeiro, são feitos exames de sangue e em seguida uma ultrassonografia, podendo, em alguns casos, haver a necessidade de uma ressonância magnética.

Tratamento

Quando detectada a causa da infertilidade, seja no homem, na mulher ou em ambos, o médico indicará o procedimento mais adequado para o tratamento. Existem diversas maneiras de tratar esta doença, e elas vão desde uma simples medicação até cirurgias, ou o tratamento de reprodução humana (que quando indicado, pode ser feito através da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro).  Geralmente, o problema é resolvido com estas questões, porém, não existe nada que garanta 100% de eficácia.

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Parto normal – Vantagens e desvantagens

Parto normal – Vantagens e desvantagens

Desde o início da gravidez, uma das maiores preocupações das mulheres, além do pleno bem-estar do bebê, é o momento do nascimento, ou seja, a forma como seu filho chegará ao mundo. Parto normal, natural, cesárea… Qual a melhor opção para você e o seu bebê? Neste artigo, falaremos sobre o parto normal, suas vantagens e desvantagens.

No Brasil, ainda hoje, uma grande parte dos partos é realizada por meio de cesárea. Estima-se que 52% dos bebês brasileiros venham ao mundo através desta forma de parto. Interessante notar que na rede pública de saúde, apenas 35% dos partos são por meio de cesárea enquanto na rede privada eles correspondem a 80%.

Porém, na grande maioria dos casos, o parto por cesariana não é o mais recomendado – aliás, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, índices de cesárea superiores a 30% são considerados abusivos, uma vez que a cirurgia pode apresentar diversas complicações, como recuperação mais lenta e altas taxas de mortalidade materna.

Assim, o parto normal deve ser a regra quando trata-se de gestações que apresentem baixo risco de complicação para a mãe ou para o bebê. Contudo, assim como qualquer outra coisa na vida, ele possui suas vantagens e desvantagens. E é justamente isso que iremos expor na sequência.

Vantagens do parto normal

  • Recuperação mais rápida: poucos dias após o parto a mãe já pode voltar a sua rotina normal de atividades. Além disso, os  hormônios maternos são estimulados por este parto, fazendo com que os níveis de colostro (líquido pré-leite, rico em anticorpos) aumentem, favorecendo o bebê;
  • Menor risco de infecção: quando comparada à cesárea, esta forma de parto apresenta aproximadamente 40% menos chances de infecção, visto que há menor intervenção no corpo;
  • Menos dor: apesar de haver dor durante o parto, depois que o bebê nasce a mãe se sente normal, facilitando, como dito anteriormente, o pós-parto;
  • Ausência de cicatriz: com exceção dos casos em que há necessidade de incisão cirúrgica para facilitar a passagem do bebê (episiotomia), não há vestígios de cicatrizes no corpo da mãe provenientes do parto por este método;
  • Participação ativa da mãe: É a força expelida pela mãe que impulsiona o bebê para fora do corpo, e esta participação ativa traz, para a mãe, um senso de participação e vínculo extremamente grandes;
  • Diminuição de problemas respiratórios: na passagem do bebê pelo canal vaginal, os líquidos pulmonares são expelidos favorecendo o sistema respiratório da criança;
  • Sem comprometimento de partos futuros: ao contrário da cesárea que deve ser feita preferencialmente apenas duas ou três vezes na vida, o parto normal não compromete futuros nascimentos.

Desvantagens do parto normal

Antes de expor os pontos negativos, é necessário destacar que o índice de incidência deles é muito baixo, ocorrendo mais facilmente nos partos domiciliares ou mal assistidos. Vale destacar que a interação do binômio gestante feto é específica daquele processo de parto e que  as complicações podem advir de características inerentes ao caso como fetos grandes, doenças maternas e/ou fetais prévias.

  • Em caso de episiotomia ou laceração, pode ocorrer dor durante a recuperação pós-parto;
  • Em alguns casos, a mulher pode apresentar incontinência urinária ou fecal;
  • Períneo, uretra e até mesmo o ânus podem apresentar algum grau de comprometimento;
  • Podem ocorrer danos à pélvis.

Assim, mesmo que alguma das desvantagens acima possa ocorrer, as chances são bem pequenas, e elas são menos significativas em comparação com as vantagens. Por isso, converse com seu médico e, se possível, dê preferência a este tipo de parto.

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Como usar o adesivo anticoncepcional

Como usar o adesivo anticoncepcional

Atualmente, não faltam opções para aqueles que desejam evitar a gravidez. São inúmeros os métodos contraceptivos adequados à rotina e ao organismo da mulher, que está sempre em busca de algo mais seguro e menos invasivo.

O mais icônico de todos é a pílula anticoncepcional, que trouxe uma verdadeira revolução dos costumes e proporcionou liberdade à mulher, que pode controlar seu próprio corpo decidindo quando, ou ainda se quer ou não, engravidar. Como a ciência está em constante evolução, diversos outros métodos contraceptivos foram surgindo com o passar do tempo, e neste artigo iremos discorrer um pouco sobre os adesivos anticoncepcionais. Uma maneira eficaz, não invasiva e mais segura para quem esquece da pílula.

Anticoncepcional, sempre revolucionário

Antes de avançarmos, é preciso entender um pouco sobre os métodos contraceptivos. Vamos dividir os contraceptivos em cinco tipos:

  • Métodos de barreira.
  • Métodos hormonais.
  • Métodos intrauterinos.
  • Métodos permanentes.
  • Métodos alternativos.

Os métodos de barreira são aqueles que, através de uma barreira física (ou química, no caso do espermicida), impedem o espermatozoide de chegar ao óvulo. Alguns exemplos de métodos de barreira são: camisinha (masculina ou feminina) e diafragma. O DIU (Dispositivo IntraUterino) é um pequeno dispositivo implantado dentro do útero da mulher, e pode ser de duas maneiras: hormonal ou não. Entre os métodos permanentes podemos citar a laqueadura e a vasectomia, e entre os alternativos, estão a tabelinha e o coito interrompido.

 

O foco deste artigo, porém, está em um dos métodos hormonais de prevenção à gravidez. O mais comum dos métodos hormonais é a pílula, porém, ela não é a única maneira de fazer com que os hormônios se alterem, impedindo a ovulação. A maior dificuldade da pílula, para os usuários é inserí-la na rotina diária, afinal, o esquecimento de um dia, pode ser “fatal”.

Foi pensando nisso, que outros formatos de contracepção foram surgindo, como as injeções, os implantes e o adesivo anticoncepcional.

O adesivo, particularmente, possui benefícios extras, quando comparados à pílula, como melhor tolerância gástrica e menor interação metabólica , além de diminuir também os riscos de câncer no ovário.

O adesivo anticoncepcional possui dois tipos de hormônios, o etinilestradiol e o norelgestromina – que, além de inibir a ovulação, também torna o muco cervical mais espesso e hostil aos espermatozoides.

O muco cervical é produzido pelo colo do útero, exatamente para facilitar a vinda dos espermatozoides rumo aos óvulos. Com o adesivo há muito mais obstáculos para que eles cheguem. Ele também age no endométrio, tornando-o não receptivo à implantação, fazendo com que ele fique atrófico.

Como utilizar o adesivo anticoncepcional

O adesivo anticoncepcional é indicado para mulheres que não apresentam contra-indicações de métodos hormonais combinados de progestogênio e estrogênio, que possuem a mesma resposta dos orais. Também não é indicado para pessoas muito acima do peso.

Também conhecido como patch, ele é aderente para ser colado na pele por uma semana. Recomenda-se que seja posto nos braços, abaixo da barriga, nádegas e costas, sempre com possibilidade de visualização de sua integridade pelo período proposto. Não coloque ao redor das mamas, já que a absorção dos hormônios na região pode causar dores. A embalagem do produto vem com três unidades, que devem ser trocadas consecutivamente por três semanas, iniciando no primeiro dia de menstruação e com uma de pausa de sete dias, na última semana.

Caso o adesivo saia no primeiro dia de uso, ele pode ser recolocado novamente, mas se passar de 24 horas o mais indicado é trocar por um novo. Se houver atraso de até dois dias na recolocação de um novo adesivo, ainda há proteção contraceptiva. Acima desse período já aumenta o risco de engravidar.

O adesivo possui poucos efeitos colaterais, se resumindo a cólicas menstruais leves e dores de cabeça. Para evitar outros sintomas, procure sempre indicação do médico, que vai oferecer um método mais adequado ao seu organismo.

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O que fazer se tiver dificuldade de engravidar

O que fazer se tiver dificuldade de engravidar

A dificuldade de engravidar é um problema que atinge muitos casais e indivíduos trazendo frustração e afetando até mesmo os relacionamentos pessoais. A nossa recomendação é que após um ano de tentativas falhas, por método natural, se procure auxílio médico para identificar as possíveis causas para isso.

A mulher deve recorrer ao auxílio de um ginecologista, enquanto o homem deve procurar um urologista, pois a causa da infertilidade pode estar em qualquer um dos dois, ou até mesmo em ambos e, identificar este problema é o caminho para que o casal possa superar a situação – até porque a solução pode ser muito simples dependendo do problema.

Causas da dificuldade de engravidar e tratamento

Podem ser diversos os problemas que dificultam a gravidez.

No caso da mulher, o problema pode estar relacionado, entre outros fatores, à idade. Mulheres com mais de 35 anos são menos suscetíveis à fecundação. Além disso, alterações nas trompas, hipotireoidismo e outras alterações hormonais, síndrome dos ovários policísticos e até ocorrência de câncer no útero, mama e ovários são outras possíveis causas da infertilidade feminina.

Já no homem, as causas podem ser a dificuldade de ejaculação, estresse físico e psicológico, a baixa produção de espermatozoides (que pode estar ligada ao uso de determinados medicamentos), e alterações na produção hormonal.

Alguns desses problemas podem ser tratados e essa deve ser, evidentemente, a primeira alternativa a ser considerada. Alguns exemplos são a indução da ovulação, no caso de problemas com esse processo, e o uso de medicamentos para tratar os problemas de ejaculação. Por isso, um diagnóstico completo de todas as possíveis causas é extremamente importante, para que todas as possibilidades possam ser eliminadas antes que se parta para métodos artificiais de fecundação.

Técnicas de inseminação artificial

Caso o resultado não seja obtido através de outros tratamentos e a dificuldade de engravidar persista, a solução pode vir através de técnicas de inseminação artificial, como a inseminação intrauterina, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides e a fertilização in vitro convencional.

Em todos esses casos, ocorre a manipulação em laboratório do óvulo ou do sêmen e, de acordo com alguns exames, a melhor opção será definida e apresentada ao casal.

  • A inseminação intrauterina é a mais simples. Essa técnica consiste na manipulação dos espermatozoides em laboratório e posterior introdução dos mesmos diretamente no útero.
  • A fertilização in vitro, é a fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório. E a posterior introdução dos embriões no útero.
  • A técnica mais recente e complexa é a injeção intracitoplasmática de espermatozoides. Trata-se de uma técnica de reprodução assistida in vitro, só que com a injeção do espermatozoide no óvulo para que a fertilização ocorra.

Conclusão

Existem diversas causas e diversos tratamentos para tratar a dificuldade para engravidar. Se você está tendo dificuldades, não se desespere, procure um médico capacitado e comece já pelo caminho rumo à fertilidade.

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Chamada para o Facebook

Se você não consegue engravidar, procure se informar sobre todos os procedimentos e alternativas antes de pensar em desistir. Leia esse artigo para se informar e saber mais sobre as suas possibilidades.

 

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Indução de ovulação – entenda como funciona

Indução de ovulação – entenda como funciona

Para que um homem e uma mulher possam gerar filhos é necessário, primeiramente, que ambos sejam férteis. No caso da mulher, uma das etapas do ciclo reprodutivo é a ovulação, que é a liberação de um ovo do folículo ovariano. Entretanto, existem algumas mulheres que não ovulam. A falta de ovulação pode acontecer por diversas razões, entre elas: Síndrome do Ovário Policístico, hipotireoidismo e a perimenopausa. Nestes casos, existem alguns tratamentos que podem ser recomendados para combater a infertilidade, como, por exemplo, a indução da ovulação.

Tido como um dos métodos para solucionar a síndrome dos ovários policísticos, esse processo é indicado para casais nos quais a mulher possui todas as tubas uterinas em perfeito estado, mas ainda assim tem dificuldade para ovular.

A indução da ovulação, sendo uma alternativa para quem deseja engravidar, é um tratamento eficiente e não causa problemas ao bebê e nem aos pais. Por isso, vale muito a pena.

Como é feita a indução de ovulação?

Uma coisa muito comum, e de que pouco se fala é o ciclo anovulatório, que nada mais é do que um ciclo menstrual sem ovulação. Isto acontece quando o estrogênio e o LH, hormônios que estimulam a ovulação, não cumprem o seu papel e esta etapa é pulada.

Este ciclo é comum e acontece com frequência, não são todos os meses do ano em que existe ovulação, mas muitas vezes só é percebido quando se tem dificuldade em engravidar.

Caso seja recomendado, pode-se fazer uma indução da ovulação. Este procedimento é feito em duas partes a estimulação ovariana e o desencadeamento da ovulação.

O processo é desencadeado através do uso de alguns medicamentos que agem no crescimento de folículos nos ovários para que eles sejam liberados para fecundação. A medicação é tomada antes do início do ciclo menstrual e no decorrer desse tempo, o ginecologista acompanhará o método por meio de ultrassonografias, detectando se os óvulos estão crescendo e amadurecendo de maneira correta e saudável, a ponto de ficarem férteis.  

Em alguns casos, somente o aumento da quantidade do hormônio FSH (folículo estimulante) é suficiente. Porém, é possível que outro hormônio, o LH (hormônio luteinizante), também seja aumentado para que o óvulo seja liberado.

Hábitos influenciáveis

A indução da ovulação pode ser atrativa para diversos casais. Entretanto, é importante deixar claro que o método só é indicado para quem realmente tem problemas com a ovulação e também que o tratamento possui uma taxa de sucesso de apenas 10% a 15%. Ele só tem mais força se o casal adotar comportamentos saudáveis, fazendo com que o metabolismo de ambos se desenvolva para a gravidez, mas especialmente o da mulher.

Reduzir o estresse, ingerir alimentos saudáveis, praticar exercícios regularmente e reduzir o consumo de alimentos prejudiciais como frituras, gordura e os alimentos processados influenciam para que o ciclo reprodutivo seja eficaz.

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Dificuldade para engravidar? Conheça os tratamentos

Dificuldade para engravidar? Conheça os tratamentos

A dificuldade para engravidar pode estar ligada à inúmeros fatores, seja pelo lado masculino, seja pelo lado feminino. Os obstáculos que cercam podem, ainda, ser um problema vivido por ambos. As características de ambos os sexos podem contribuir para a dificuldade do casal em conceber uma gravidez. Contudo, há soluções práticas que podem ser suficientes para a conquista da gestação.

Em primeiro lugar, a solução primordial após algumas tentativas do casal é buscar um ginecologista e um urologista especializados. Eles saberão guiar a dupla em busca do caminho rumo à gravidez, cada um de acordo com a sua especialidade pode indicar os melhores métodos e soluções.

Quais os tratamentos frequentes para a dificuldade de engravidar?

Sendo comumente recomendados após um ano de tentativas do casal, eles variam segundo a causa. Cada tratamento é diferente, único e poderá ser ajustado. Variando desde a correção de transtornos que podem estar infligindo negativamente na reprodução e tentativas do casal, até mesmo usufruindo de técnicas para “potencializar” as chances de gestação futura.

Entre as principais estão:

  • Recomendação de vitaminas e/ou ácido fólico;
  • Inseminação artificial;
  • Prescrição de hormônios;;
  • A prática da fertilização in vitro;
  • Maior aprofundamento e conhecimento sobre o período fértil da mulher;
  • Combater o estresse através de técnicas recomendadas;

Quais as causas desta dificuldade?

Como ressaltado logo na introdução do texto, a causa da infertilidade pode vir tanto do homem como da mulher (algumas vezes vêm de ambos). Por esse motivo, ao perceber a dificuldade para engravidar, o casal deverá procurar um médico especialista. Para tanto, a explicitação das causas para cada um pode estar relacionado:

  • À insuficiência da produção de espermatozoides;
  • À idade da mulher;
  • À alterações constantes na produção hormonal masculina;
  • À alterações comuns que acontecem nas trompas;
  • A remédios cujos efeitos colaterais podem prejudicar a produção de espermatozoides;
  • À síndrome de ovários policísticos;
  • Ao estresse constante que afeta a vida sexual do casal;

Como corrigir o problema?

Ao fim de todo o processo de tentativas, os tratamentos indicados serão (e deverão) ser coordenados por um médico especialista. A ideia é uma condução sadia e sensata do que se deve utilizar, realizar e seguir para a conquista da tão sonhada gravidez. Portanto, é importante ressaltar: esqueça as fórmulas mágicas de revistas!

Elas poderão ser um empecilho a mais para agravar os problemas em conseguir a gestação. Assim, para corrigir a dificuldade para engravidar, tanto o homem como a mulher devem procurar um especialista para sanar dúvidas, buscar explicações e assim seguir tratamentos específicos.

Uma dica extra é: Cuide sempre da sua saúde, para uma gestação saudável, é extremamente importante ter um organismo saudável. Boa alimentação aliada à prática constante de exercícios físicos é um grande passo rumo à uma gestação segura e tranquila.

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Como avaliar a fertilidade de um casal?

Como avaliar a fertilidade de um casal?

Um casal jovem e que mantém relações sexuais regulares há mais de um ano, sem fazer uso de qualquer método contraceptivo, justamente para gerar um filho e não obtém sucesso, deve considerar a hipótese da infertilidade. O diagnóstico, porém, só pode ser dado por um médico após os resultados de diversos exames, que indicarão a existência, ou não de problemas referentes à fertilidade.  

Fatores genéticos, malformações congênitas, alterações hormonais, infecções e outras doenças podem afetar os órgãos sexuais femininos e masculinos, dificultando ou inviabilizando a fertilização natural.

Após a bateria de exames, e dependendo dos resultados, o médico poderá recomendar tratamentos para regular a fertilidade do casal. A reprodução assistida é um longo processo que exige paciência, equilíbrio psicológico, emocional e entendimento de que não existe tratamento que garanta em 100% a concretização da gravidez. Como todo procedimento médico, existem riscos e incertezas. Ansiedade e estresse só atrapalham.  

Procedimentos para avaliar a fertilidade feminina

  • Pesquisa de ovulação: metade dos casos de infertilidade feminina está associada à inexistência da ovulação ou à falhas em seu processo. Os exames são necessários, então, para a confirmação ou descarte desta hipótese.
  • Dosagem hormonal: a medição dos níveis de hormônios é realizada durante o ciclo menstrual. Os principais hormônios avaliados são: progesterona, estradiol, prolactina, LH e FSH.
  • Anatomia do aparelho reprodutor: é necessário investigar se existe alguma alteração anatômica nos órgãos sexuais da mulher e em seu funcionamento, que inviabilize o encontro do óvulo com o espermatozóide.
  • Endometriose: este é um problema que responde por mais de 40% dos casos de infertilidade feminina. Endométrio é o tecido que se forma dentro do útero, preparando-o para a fecundação. Quando a mulher não engravida, o endométrio é eliminado, através da menstruação. A endometriose acontece quando esse tecido se instala em outros lugares como ovários, tubas, bexiga e no próprio músculo do útero.  

Procedimentos para avaliar a fertilidade masculina

O espermograma é o exame básico que mostra se há produção de espermatozóides, a sua quantidade, motilidade, formato e anormalidades. Enquanto a mulher tem que fazer diversos exames, o homem pode fazer a pesquisa de fertilidade através do espermograma.

A coleta do esperma é realizada em laboratório de análises clínicas e acontece de, após o primeiro resultado o médico solicitar um segundo teste para comparar as informações. Como reforço ao espermograma, outros exames como: ultrassom, dosagem de hormônios, fragmentação do espermatozóide e biópsia dos testículos, podem ser pedidos antes de fechar o diagnóstico de infertilidade.

Diversos fatores podem comprometer a produção de espermatozóides como a predisposição genética, infecções graves, varicocele, malformações, alcoolismo, tabagismo e o uso de drogas, por exemplo, podem resultar na infertilidade masculina.  

Após avaliar a fertilidade do casal, o médico especialista em reprodução humana definirá os procedimentos para viabilizar a gravidez, entre estes tratamentos podem estar: relação sexual programada, inseminação artificial e fertilização in vitro.

Ao decidir se submeter às técnicas de reprodução assistida, é importante que o casal mantenha uma vida saudável e equilibrada para aumentar a chance de um resultado positivo de gravidez.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

Posted by Dr. Rodrigo Tavares in Todos