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7 sinais de que você pode estar com cistos no ovário

7 sinais de que você pode estar com cistos no ovário

O cisto no ovário, na maioria dos casos, é uma lesão benigna. Alguns são assintomáticos e desaparecem espontaneamente – é o caso dos cistos foliculares e do corpo lúteo. Outros causam dor, sangramento e exigem intervenções médicas mais complexas, caso dos cistos hemorrágicos, dermoide, endometrioma ovariano e cistoadenoma, tratados com medicação e cirurgia.

Por isso, a mulher deve fazer exames preventivos anualmente e buscar ajuda médica imediatamente ao sentir algum dos sintomas de cistos no ovário.

7 sintomas de cistos no ovário

  1. Abdômen inflamado e inchado

Ao perceber que há distensão do abdômen, com ou sem dor pélvica, relate o problema ao médico ginecologista. Exame de imagem mostrará a causa desse sintoma, que pode ocorrer devido a cistos no ovário.

  1. Aumento da frequência urinária

Se você passou a sentir vontade de ir ao banheiro mais vezes para urinar, busque ajuda médica. Esse tipo de alteração, acompanhada de ardência e dor pélvica, pode estar relacionado à presença de cistos no ovário, bem como a  outros problemas de saúde.

  1. Dificuldade para engravidar

A presença de cistos no ovário dificulta a gravidez. Se você está a 12 meses tentando engravidar, é importante fazer exames médicos para investigar a causa da infertilidade, que pode ocorrer em consequência de cistos ovarianos.  

  1. Dor na penetração sexual

Cistos no ovário podem gerar inflamações. Se, durante a relação sexual, você sentir dor e ardência, consulte o médico o mais cedo possível para saber a causa desse sintoma e iniciar o tratamento.

  1. Dor pélvica e dor lombar

Cistos no ovário podem ocasionar dores na região pélvica e lombar. Em geral, são dores leves, mas contínuas, as quais podem estar relacionadas a outras doenças também. Por isso, é fundamental fazer a consulta médica para descobrir a origem desses sintomas.

Se ocorrer uma dor forte na pelve, acompanhada de sangramento, busque ajuda médica o quanto antes. Isso acontece, por exemplo, após a ruptura de um cisto.

  1. Náusea e vômito

Esse tipo de sintoma ocorre devido ao desequilíbrio de hormônios, gerado pelo crescimento de cistos nos ovários. Se não há problemas no aparelho digestivo, é importante fazer o exame ginecológico para verificar se existe ou não cistos no ovário.

  1. Sangramento fora do período menstrual

Eventual sangramento anormal, ou seja, fora do período menstrual, deve ser investigado pelo médico também. O desenvolvimento de cistos no ovário pode causar esse tipo de sintoma. Mas somente o exame ginecológico poderá revelar a causa desse episódio.

Diagnóstico e tratamento de cistos no ovário

Para diagnosticar os cistos no ovário, é necessário fazer exames de imagem. Um cisto folicular ou de corpo lúteo não precisa ser tratado com remédios nem cirurgia. Na maioria dos casos, eles não apresentam sintomas e desaparecem sem tratamento médico. Porém, a mulher deve fazer a consulta ginecológica anualmente para acompanhar a evolução dos cistos.

Se o quadro for grave, o médico indicará a realização de cirurgia para a remoção do cisto, preservando o ovário. Se o cisto for muito grande, é necessário retirar o ovário. A operação também é necessária quando for constatado que não se trata de cisto, mas de um tumor maligno (câncer) no ovário.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

Posted by Dr. Rodrigo Tavares in Todos
DIU Mirena: conheça o método, sua eficácia e efeitos colaterais

DIU Mirena: conheça o método, sua eficácia e efeitos colaterais

Dispositivo Intrauterino, ou DIU, é uma alternativa contraceptiva, moldado normalmente em forma de T e feito em material plástico. Ele é introduzido no útero de forma que ajuda a prevenir uma gravidez indesejada. O DIU, ao contrário dos demais métodos contraceptivos, só pode ser colocado e retirado pelo médico ginecologista, de preferência nos 12 dias iniciais do ciclo menstrual.

Trata-se de um método contraceptivo prático e de longa duração, podendo ser útil por até 5 anos ou mais. Porém, como ocorre com outras formas de evitar a gravidez, embora mais seguro, ele também oferece algumas desvantagens ao corpo da mulher.

Existem dois tipos de DIU: o de cobre, feito de plástico e revestido com cobre ou cobre e prata, e o DIU Mirena, também chamado de DIU hormonal, que libera no útero um hormônio chamado levonorgestrel,  que ajuda a prevenir a gestação.

Algumas respostas sobre o DIU Mirena

O DIU de cobre não oferece qualquer efeito colateral como perda de desejo sexual, mudanças de humor ou de peso, uma vez que não libera hormônio no corpo. Por outro lado, o DIU Mirena diminui o risco de câncer do endométrio, reduz o fluxo de menstruação e promove um alívio das cólicas menstruais.

O DIU Mirena também é um método recomendado à mulheres que, embora não estejam tentando evitar a gravidez, estejam tratando de miomas ou endometriose.  

Quanto pode custar um DIU Mirena?

O dispositivo já inserido tem um custo que varia ao redor de R$ 1400,00.

Como funciona o DIU Mirena?

Os hormônios liberados pelo DIU agem diretamente sobre o muco do colo do útero, que se transforma em um tampão, impedindo que os espermatozoides entrem e que o óvulo se fixe no endométrio. Dessa forma, a  chance de haver a fecundação é de quase zero. Esse DIU oferece uma proteção de até 5 anos, enquanto o de cobre pode proteger por até 10 anos.

Existem efeitos colaterais para quem utiliza o DIU Mirena?

As mulheres que fazem uso do DIU podem sentir algumas dores ou contrações no útero, que podem ser mais constantes em quem nunca engravidou. Pode ocorrer ainda um pequeno sangramento logo após a inserção do DIU, além de sintomas decorrentes de baixa pressão e cólica.

Apesar desses efeitos, o DIU Mirena pode diminuir o fluxo menstrual e até mesmo provocar a ausência do ciclo, quando não o deixa reduzido a poucas gotas de sangue, chamadas de spotting. Outros efeitos adversos, que podem ocorrer devido à ação hormonal, são o surgimento de espinhas, retenção de líquidos, dores mamárias, cefaleias, cistos nos ovários e ganho de peso.

É importante que, ao ter em mente a vontade de experimentar o DIU Mirena, deve-se antes de tudo consultar o médico ginecologista, a fim de esclarecer possíveis dúvidas quanto ao seu funcionamento e também saber as vantagens e desvantagens de seu uso no dia a dia, de acordo com o seu organismo. Converse também com o seu parceiro a respeito, para que ambos possam se ajudar nessa decisão.

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Queda de fertilidade: entenda mais sobre este processo natural

Queda de fertilidade: entenda mais sobre este processo natural

A fertilidade, assim como todas as capacidades do corpo humano, está ligada a uma vida saudável, com hábitos regulares e realização de atividades que mantenham uma saúde melhor, fazendo com que o organismo funcione de forma melhor.

Porém, assim como todas as partes do corpo e as capacidades físicas, a fertilidade tende a diminuir com o passar do tempo, fazendo com que quanto maior a idade das pessoas, menos férteis elas se tornem, tendo assim uma maior dificuldade de fertilização conforme maior a idade.

Esta queda na fertilidade atinge tanto homens quanto mulheres, porém, é mais precoce e acentuada para elas, fazendo com que tenham uma maior dificuldade de fertilização com menor idade em relação aos homens.

Queda de fertilidade para as mulheres

O corpo das mulheres, diferentemente do corpo dos homens, sofre com a queda da fertilidade de uma maneira muito mais precoce, com os primeiros sinais desta menor fertilidade a partir dos 30 anos de idade. Porém, após atingir os 35 anos, esta queda de fertilidade passa a se apresentar de forma muito mais acentuada, tornando ainda menores as chances de fertilização.

Isto ocorre devido ao fato de que o corpo delas possuir uma quantidade limitada de óvulos, sendo geralmente uma produção próxima aos trezentos mil óvulos. Porém, a cada ciclo menstrual cerca de mil óvulos são perdidos para que possa haver o desenvolvimento de um único óvulo para a fecundação.

Desta forma, após os 37 anos a quantidade ciclos ovulatórios tende a cair, e as chances de um desenvolvimento para a fecundação se tornam menores. Assim, a tendência é que os poucos óvulos restantes terminem entre os 45 e os 51 anos de idade das mulheres, o que acarreta a chegada da menopausa.

Devido a esta dificuldade de fertilização das mulheres após os 35 anos de idade, alguns métodos de preservação da fertilidade já permitem que alguns óvulos sejam preservados para se desenvolverem após esta idade, no caso de mulheres que pretendem adiar a gravidez. Em casos mais extremos, os óvulos podem ser congelados para serem posteriormente fertilizados, aumentando assim as chances de uma gravidez tardia.

Queda de fertilidade para os homens

O organismo dos homens é muito menos afetado pela queda de fertilidade quando comparado com o do corpo das mulheres, pois a quantidade de sêmen produzida pode se manter inalterada por muitos anos. Porém, a partir dos 45 anos é comum que a qualidade do sêmen diminua, fazendo assim com que a fertilidade dos homens seja alterada a partir desta idade.

Da mesma forma que os óvulos, o sêmen também pode ser congelado para que, em casos nos quais se prefira adiar uma fertilização, as chances de fecundação sejam maiores, preservando uma quantidade de sêmen com maior qualidade do que seria possível atingir no futuro, com o passar dos anos.

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Alimentação e fertilidade: entenda a relação

Alimentação e fertilidade: entenda a relação

Primar por uma dieta saudável é o primeiro passo para quem deseja gozar de um corpo cheio de energia e disposição. Mais do que isso, a alimentação pode ser também um fator chave no aumento da libido e na disposição na hora de namorar! A fertilidade tem, desta forma, uma profunda ligação com o que comemos.Um corpo saudável facilita o trabalho dos hormônios culminando em maior fertilidade.

Cuidados com a alimentação

Os alimentos aumentam a fertilidade tanto dos homens quanto das mulheres. Uma pesquisa realizada pelo “Journal of Human Reproduction” citou que uma dieta rica em ômega 3 poderia estar ligada a diminuição de mulheres com endometriose. Esta vitamina encontra-se presente em peixes de águas frias e profundas, tais como a sardinha e o salmão.

Alimentos ricos em zinco, por exemplo, são mais favoráveis às práticas sexuais, visto que despertam a libido e favorecem nos homens a produção de testosterona.

Contudo, é necessário estar atento à quantidade de alimentos ingeridos diariamente, principalmente carnes vermelhas e carnes de frango, justamente pela quantidade alta de gorduras encontradas nos animais.

É importante ainda optar pelo consumo de proteínas vegetais, frutas e legumes, que são ricas em vitaminas e minerais. Alimentos com gorduras de qualidade não podem faltar à mesa, tais como sementes, nozes, castanhas, azeite e comida integral.

No caso das mulheres, é importante o consumo de alimentos ricos em ácido fólico e vitaminas do complexo B, tais como brócolis, gema de ovo, espinafre, vegetal de folha verde escura e frutas cítricas. Ou então, ingerir uma suplementação alimentar com estas vitaminas inicialmente três meses antes da gravidez até o terceiro mês de gestação. O ácido fólico ajuda na formação neural do bebê e na formação da medula espinhal.

Para aumentar a fertilidade delas, é importante ainda uma alimentação rica em antioxidantes, que ajudam na produção e desenvolvimento dos óvulos. É recomendado ingerir alimentos ricos em:

  • Vitamina A: batata doce, abóbora, cenouras e agriões;
  • Vitamina C: kiwis, frutas cítricas, tomates, pimentão e vegetais verdes;
  • Vitamina E: batata doce, peixes, sementes, frutas secas, abacates e feijões;
  • Selênio: castanha-do-pará, cereais integrais, couve e atum;
  • Zinco: peixe, carne, frango, ostras, sementes, frutos secos e ovos;
  • Fitonutrientes: beterraba vermelha, pimentão amarelos, toranjas rosadas e mirtilos azuis.

Fertilidade do parceiro

Não devemos esquecer que os homens não podem descuidar de sua alimentação, também para aumentarem seus potenciais de fertilidade. Para tanto, um estudo da Harvard Public School of Health citou que homens que consomem maior variedade de carnes, sem limitar-se ao bacon ou linguiça, produzem uma qualidade melhor de espermatozoides.

Os alimentos que podem aumentar a fertilidade do homem são pão integral, ovo, frango, batatas, pimentão verde, grãos de bico e outros grãos, pois são ricos em zinco e cromo, elementos indispensáveis na produção de espermatozoides.

São importantes também, alimentos ricos em selênio, vitaminas B e E, que são poderosos antioxidantes. Estão presentes no amendoim, nozes, laranja, couve-flor, alho, brócolis, cogumelos e frutos do mar.

Não descartando ainda, é claro, alimentos ricos em vitaminas C, que além de protegerem os espermatozoides, auxiliam ainda no aumento de sua produção.

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Abortos habituais: Como funciona este diagnóstico

Abortos habituais: Como funciona este diagnóstico

Mulheres que sofrem com abortos habituais podem ter certa dificuldade em identificar a razão para o problema. Na verdade, a própria classificação do que é “habitual” ou recorrente varia muito de médico para médico. Para alguns profissionais, essa situação ocorre quando há dois abortos consecutivos; para outros, o número deve ser maior, acima de três.

Qual a frequência dos casos de abortos habituais?

A incidência de abortos recorrentes é de 1% das mulheres, aproximadamente, levando em conta que a definição não é clara, como mencionado. No caso dos abortos de gravidez natural (ou seja, não assistida), 48% das mulheres que os tiveram acabam tendo outro aborto posterior.

Esse número cai para 7% em mulheres que já tiveram uma gravidez completa e saudável. Abortos sucessivos no geral podem acontecer em qualquer idade gestacional, não ficando restritos a um mesmo período da gravidez.

A frequência desses abortos pode estar aumentando devido a uma série de fatores, como o estresse da vida atual, ou o adiamento da primeira gestação. A boa notícia é que, até dois terços das pessoas que sofreram até 3 abortos consecutivos, ainda possuem boas chances de engravidar novamente com sucesso. Nesses casos, é comum que os fetos sejam de baixo peso, mas saudáveis.

Qual a causa dos abortos habituais?

Como é bem difícil identificar quais são realmente os fatores que influenciam os abortos, os profissionais de reprodução humana listam diversas possíveis causas, que costumam aumentar a predisposição a qualquer tipo de aborto. São elas:

– Desordens genéticas
Quando a causa é genética, ela provavelmente inclui inversões, translocações ou heteroploidias.

– Anomalias uterinas
Certas condições no útero podem colaborar com os abortos, útero septado, útero duplo, útero bicorno, hipoplasia uterina e mais.

– Disfunções endócrinas
As condições possíveis aqui incluem a Síndrome dos Ovários Polimicrocísticos, hiperprolactinemias, disfunções tireoidianas e outras.

– Infecções
Infecções como clamídia, sífilis, rubéola, herpes, toxoplasmose e outras também aumentam as chances de abortos sucessivos.

– Uso de drogas e hábitos pouco saudáveis
Drogas como alucinógenos, neurolépticos, opiáceos, anticonvulsivantes e toxinas são perigosas para a saúde gestacional. Outros hábitos a serem mencionados são o consumo de cigarros, álcool e falta de exercícios físicos.

Há ainda o risco causado por anemias, desnutrição, deficiência vitamínica e causas imunológicas, que ainda estão sendo estudadas. De qualquer maneira, todos os abortos habituais devem ser investigados, tanto para resolver causas como as listadas acima, quanto para que as próximas gestações possam ocorrer com tranquilidade e segurança para a mãe e para o bebê.

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Você conhece a diferença entre infertilidade e esterilidade?

Você conhece a diferença entre infertilidade e esterilidade?

Infertilidade e esterilidade são muitas vezes entendidos como sinônimos, pois ambos os termos se referem à dificuldade de engravidar. No entanto, é importante que pacientes que desejam ter filhos saibam as principais diferenças entre os dois diagnósticos.

Como regra, classifica-se como infértil aquele casal não consegue gestar após um ou dois anos de vida sexual contínua e ativa, sem utilização de nenhum tipo de contraceptivo. Essa adversidade tem origem em transtornos relativos aos órgãos sexuais, aos gametas (células sexuais: óvulos para a mulher; espermatozóide para o homem) ou às estruturas embrionárias e extra-embrionárias.

Já a esterilidade consiste na incapacidade de homem ou da mulher de produzir gametas ou zigotos viáveis. Ou seja, sem tais células, resultantes da fusão entre óvulos e espermatozoides, não há o desenvolvimento de um embrião.

Mesmo com esses conceitos, com frequência a distinção entre esterilidade e infertilidade não é realizada com precisão. Além disso, as análises podem se basear em critérios que divirjam ligeiramente. A partir das informações fornecidas acima, é possível concluir que um casal infértil apenas possui uma probabilidade reduzida de engravidar. Em geral, a questão é contornável com o auxílio de um especialista. A esterilidade, por seu turno, significa que a chance dos pacientes gerarem filhos é nula com gametas próprios.

A esterilidade e a infertilidade afetam indivíduos tanto do sexo masculino quanto feminino e podem ou não ter uma justificação clara. Sendo assim, a melhor abordagem é tratar de casal infértil ou estéril porque um quadro mais severo de um parceiro pode ser ajudado por um problema mais leve do outro.

Quais são as principais causas?

Os fatores que impossibilitam ou dificultam a gravidez com mais frequência são recorrentes de infecções, alterações hormonais e sequelas de procedimentos cirúrgicos. Traumas e uso de drogas também contribuem para essa situação. Em menor proporção, há síndromes de caráter hereditário ou congênito que levam à falta de órgãos do sistema reprodutor, bem como a alterações nas gônadas.

Como o diagnóstico é confirmado?

O diagnóstico é feito inicialmente por meio da pesquisa básica de fertilidade que deve sempre ser feita com o casal. É um engano pesquisar apenas o homem ou a mulher tendo em vista que os problemas podem estar em um deles ou nos dois.

Certos exames ajudam a confirmar as causas da dificuldade em engravidar. São eles:

• Ultrassonografia transvaginal;
• Espermograma, que permite conhecer o aspecto masculino. A técnica verifica os graus de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozóides;
• Histerossalpingografia, teste radiológico com contraste que verifica uma possível obstrução das tubas uterinas;
• Testes hormonais para verificação do eixo hipotálamo-hipofisário-ovariano.

 

A partir dos resultados obtidos, o médico estará apto para recomendar a melhor alternativa para se enfrentar a sub ou infertilidade.

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Quanto tempo devo esperar para engravidar novamente após um aborto?

Quanto tempo devo esperar para engravidar novamente após um aborto?

Abortos espontâneos ocorrem em cerca de 25% das mulheres – ou até mais, se levarmos em conta aquelas que não sabiam que estavam grávidas. Na maioria das vezes, ocorrem logo no começo da gestação, e não se repetem. Porém, em alguns casos, há recorrência do problema, caracterizando um quadro de abortamento de repetição. Em ambas situações, o que as mulheres que sofreram com essa perda realmente querem saber  é quando elas poderão engravidar de novo.

Não é uma resposta tão simples, já que cada caso pode necessitar de uma recomendação diferente. É preciso ressaltar que todas as informações passadas aqui podem variar de pessoa para pessoa. Elas abrangem noções gerais e situações recorrentes.

Tipos e causas de abortos

Os abortos que ocorrem antes ou depois das 12 semanas de gestação possuem razões diferentes, e devem ser investigados individualmente. Como um único aborto espontâneo é comum, nem sempre é necessário um acompanhamento mais minucioso, mas, ainda assim, é importante identificar o momento da perda.

No período anterior às 12 semanas, as causas costumam ser genéticas, imunológicas, infecciosas, ligadas à doenças crônicas ou à trombofilia. Após 12 semanas, pode ter havido um trauma, alguma alteração na anatomia do útero, da cavidade endometrial, ou mesmo uma incompetência istmo cervical. Nesses últimos casos, um médico ginecologista precisará solicitar exames e indicar um tratamento antes que seja feito uma nova tentativa de gravidez.

Há ainda a gravidez molar, uma complicação que afeta as células da placenta, na qual não há a gestação de um bebê, mas apenas um “amontoado” de células que deve ser interrompido de qualquer maneira. Depois deste tipo de situação, é preciso esperar até um ano antes de tentar novamente.

Tempo de espera para engravidar

Além de variar de acordo com o tipo de gestação e tipo de aborto, há ainda variações sobre isso na própria comunidade médica. A Organização Mundial de Saúde recomenda pelo menos 6 meses, mas há muitos médicos que afirmam que, após um aborto espontâneo pela primeira vez e no primeiro trimestre, é possível tentar novamente após o retorno da menstruação (o que normalmente acontece entre 4 e 6 semanas). Outros profissionais preferem que a mulher espere pelo menos um novo ciclo menstrual completo, o que significa mais um mês além dessas 6 semanas.

De qualquer maneira, há poucos estudos sobre uma nova gravidez num prazo inferior a 3 meses após um aborto. Portanto, o mais seguro é esperar, pelo menos, por esse período. Além do mais, é preciso considerar as consequências psicológicas da perda do embrião, além das físicas. O lado emocional também tem um grande impacto no casal e a ansiedade pode afetar a próxima gestação.

Enquanto você espera para poder engravidar novamente, procure se alimentar melhor e ter hábitos mais saudáveis. Pode fazer a diferença mais tarde!

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4 maneiras de se preparar para a fertilização in vitro

4 maneiras de se preparar para a fertilização in vitro

Depois de muitas conversas entre si e com um especialista em fertilidade, o casal decide optar pela fertilização in vitro (FIV). A escolha é importante e vai impactar diretamente sua vida – principalmente se der certo! Mas é claro que, com a decisão, surgem também as dúvidas. Uma das principais é sobre o tipo de preparação que deve ocorrer antes do procedimento.

O que devo fazer antes da fertilização in vitro?

Não há regras a seguir, exceto pelo que for recomendado pelo seu médico. Ainda assim, algumas coisas podem facilitar esse processo.

1. Mude sua dieta
É provável que seu médico mencione algumas mudanças na sua dieta, ou mesmo recomende uma nutricionista para acompanhamento prévio a FIV. Mesmo se não for o caso, você pode pedir por algumas orientações.

O ideal é que, a partir de agora, você evite os carboidratos em excesso (o que inclui massas e chocolates), e foque mais nas castanhas, saladas e frutas. A alimentação saudável sempre favorece a fertilidade, e com a FIV não é diferente.

2. Faça exercícios
Se a alimentação é um grande passo para deixar seu organismo saudável, os exercícios são o empurrão necessário. Eles podem ter como objetivo a perda de peso, caso haja um quadro de sobrepeso para começar, mas são principalmente para melhorar o seu condicionamento e resistência.

A atividade física dará boas sensações, tanto físicas quanto mentais, e deixará seu corpo ainda mais preparado para a gestação. Só não precisa exagerar! Algumas caminhadas já geram bons resultados, mesmo que você não esteja em uma academia todos os dias.

3. Informe-se
Como já dissemos, é normal que surjam dúvidas durante esse período. Mesmo depois de perguntar tudo que é possível ao médico, conforme os dias passam, mais e mais questões aparecem.

Não se restrinja: pesquise à vontade e leve suas dúvidas ao consultório. Ler este artigo, já é um ótimo começo.

Só não esqueça de verificar as fontes das informações que você encontrar. Veja se estão sendo postadas por profissionais com credibilidade. Outra boa técnica para verificar a veracidade de um conteúdo é procurar por dados similares em sites diferentes. Na dúvida, anote a informação e pergunte ao médico durante a próxima consulta.

4. Relaxe e desestresse
É difícil tirar a mente da ansiedade, mas é preciso pelo menos tentar. Tente se distrair com atividades prazerosas, ou use algumas técnicas de relaxamento, como massagens terapêuticas ou meditação. Esses hábitos podem continuar com você mesmo depois da gravidez; são bons para a fertilidade, mas são melhores ainda para sua qualidade de vida!

Uma nova vida está a caminho!

Talvez você esteja com as expectativas muito altas ou ainda esteja cautelosa, mas as chances de sucesso com a fertilização in vitro são realmente boas. Siga as orientações médicas e tenha esperança!

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Existe relação entre a tipagem sanguínea e a fertilidade?

Existe relação entre a tipagem sanguínea e a fertilidade?

Quando um casal está sonhando com filhos e buscando informações para aumentar as chances da mulher engravidar, muitas dúvidas surgem durante o processo. Uma delas é se há alguma relação entre a tipagem sanguínea do casal e a fertilidade.

E agora? Será que é preciso se preocupar com mais esta questão? A seguir, explicamos para você tudo com os mínimos detalhes. Acompanhe.

A tipagem sanguínea e a fertilidade

Antes de respondermos a pergunta, é preciso lembrar quais são as tipagens possíveis no sangue. Homens e mulheres podem ter os tipos A, B, AB e O, sendo eles positivos ou negativos. Os casais, portanto, podem ser formados por pessoas com a mesma tipagem ou diferentes, já que ninguém escolhe ninguém de acordo com seu tipo de sangue, não é mesmo?

Mas será que isso faz diferença na hora de engravidar? Fique tranquilo. Segundo a ciência, não existem evidências que garantam que possa existir alguma ligação entre o tipo de sangue dos pais e a facilidade ou dificuldade de gerar um filho.

Portanto, independentemente disso, um casal poderá gerar uma criança sem grandes dificuldades ou preocupações. O que ocorre por outro lado, é que, durante a gestação, pode haver a incompatibilidade de RH, que acontece quando uma mulher que possui uma tipagem negativa gera um bebê com um pai de tipagem positiva, resultando em uma criança com tipo sanguíneo diferente da mãe.

Nestas situações, o corpo da mulher pode atacar o embrião causando problemas, como, por exemplo, anemias, icterícia (caracterizado pela pele muito amarela do bebê), ou outras alterações neurológicas.

Mas mesmo assim, é possível evitar problemas ao fazer uma injeção de anticorpos ainda durante a gestação, protegendo mãe e bebê de qualquer complicação futura. Quando a tipagem do bebê é negativa e da mãe positiva, o problema não acontece.

Ou seja, podemos dizer, portanto, que a maior preocupação ainda deve se dar somente em casos de incompatibilidade RH e não diretamente com a tipagem sanguínea do casal em si.

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Por que a FIV falhou? Conheça alguns dos motivos que levam a esse resultado

Por que a FIV falhou? Conheça alguns dos motivos que levam a esse resultado

Receber um teste de gravidez negativo depois da fertilização in vitro (FIV) pode ser bastante desanimador para um casal que deseja ter filhos. Por vezes, a sensação é de que o sonho de ter um bebê não está mais ao alcance, e é comum que os pacientes passem por uma espécie de luto. Em outros casos, o foco é encontrar respostas para entender esse quadro potencialmente devastador.

Para atenuar o sofrimento que surge, é fundamental contar com o apoio e esclarecimento dos especialistas envolvidos no procedimento.

Ainda que a FIV seja uma das técnicas mais eficazes na busca pela concepção, ela também apresenta suas limitações. Uma das questões recorrentes é o aspecto biológico, que limita as chances de uma gravidez espontânea. Deve-se levar em consideração a faixa etária da mulher, já que após os 35 anos as chances dela engravidar diminuem. Nesse contexto, as alterações genéticas são as causas mais significativas para tal complicação.

Com o tratamento, há no mínimo uma probabilidade duas vezes maior de se chegar a uma gravidez. No entanto, mesmo a tecnologia de ponta e o crescente conhecimento científico não permitem mudar o patrimônio genético. Isso significa que os embriões gerados seguem comprometidos, o que explica a maioria dos insucessos.

Segundo estudos, acredita-se que 80% das falhas estejam relacionadas ao embrião e 20% a modificações endometriais. Dado esse contexto, a área médica visa incrementar o êxito da fertilização in vitro aprimorando os dois pilares citados.

O que fazer quando a FIV falha?

Em primeiro lugar, é válido salientar que toda medida clínica tomada deve ter seu benefício provado por meio de extensa pesquisa. Na atualidade, nenhuma técnica conseguiu demonstrar em definitivo as suas vantagens para o resultado da fertilização. Isso porque os óvulos e espermatozoides produzidos seguem eventuais alterações genéticas.

Com a realidade descrita acima em mente, existem algumas táticas a serem implementadas.

Transferência do embrião na fase de blastocisto

Em uma gestação espontânea, o embrião chega à cavidade uterina no estágio de blastocisto, no quinto dia da concepção. Em ciclos da fertilização in vitro, a transferência do embrião no quinto dia está ligada um maior índice de gestação. Contudo, esperar a formação do blastocisto tende a reduzir a quantidade de embriões que se formam.

Estudo genético embrionário

O aperfeiçoamento dos estudos genéticos minimiza o risco de fetos com modificações genéticas, bem como de abortos, já que os embriões com problemas genéticos não são liberados para a transferência.

Medidas direcionadas ao endométrio

Também há alternativas como a raspagem do endométrio, que contribui para a implantação embrionária. Por ser um pouco invasiva e onerosa, ela só é aconselhável depois de uma falha na FIV. A escolha quanto a esses mecanismos depende sempre da decisão do casal.

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