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Laparoscopia ginecológica – O que é ?

Laparoscopia ginecológica – O que é ?

Hoje em dia, quando uma mulher precisa realizar uma cirurgia ginecológica, é muito provável que ela passe por um procedimento de laparoscopia ginecológica. Considerada uma técnica moderna, segura e que proporciona uma rápida recuperação à paciente, esse tipo de procedimento cirúrgico utiliza a imagem como tecnologia que permite realizar diagnósticos ricos em detalhes e também o tratamento de diversas doenças.

Minimamente invasiva, a técnica consiste na introdução de uma ótica no interior do útero, sem que sejam necessários outros cortes maiores, apenas pequenas incisões, em geral na virilha e no umbigo. Com a microcâmera acoplada o cirurgião pode ter uma visão ampla do interior e avaliar como estão os órgãos internos e qual o melhor procedimento a ser feito.

Como funciona a laparoscopia ginecológica

A laparoscopia é um nome mais simples para a videolaparoscopia, que, na ginecologia, começou a ser utilizada para auxiliar na identificação da endometriose. Mas logo ganhou espaço e se tornou um poderoso aliado na investigação de várias doenças e no tratamento menos agressivo e doloroso dos problemas ginecológicos. Hoje muitos procedimentos cirúrgicos ginecológicos podem ser feitos através deste método.

Para a cirurgia é necessária anestesia geral, muitas vezes combinada com anestesia local, para que sejam feitas as pequenas incisões estratégicas, permitindo que os instrumentos possam entrar. Ela proporciona imagens nítidas do local a ser investigado ou corrigido e utiliza a tecnologia óptica, cada vez mais fina e delicada, para maior liberdade de ação na cirurgia.

São raras as complicações decorrentes do procedimento e a cicatrização dos cortes é mais rápida, deixando o mínimo de marcas. Também pelo tamanho do corte, o risco de infecções é muito menor, e a recuperação se dá com muito mais conforto para a mulher, sem a necessidade do uso de muitos remédios.

Quando a laparoscopia deve ser usada

Atualmente a laparoscopia ginecológica é amplamente utilizada, principalmente para o tratamento dos seguintes problemas:

  • Endometriose: no início, a laparoscopia começou a ser usada para ressecar e cauterizar os focos de endometriose na pelve ou realizar biópsias de orgãos afetados pela doença.
  • Mioma uterino: o mioma é um tumor benigno crescendo no útero, muito frequente. Pela  laparoscopia ginecológica pode ser retirado quando o tratamento clínico não for bem-sucedido e houver predileção pela manutenção do orgão.
  • Cisto ovariano: as bolsas líquidas alojadas nos ovários podem ser benignas ou malignas e causam diversos problemas para o ciclo menstrual e até para a fertilidade feminina. Também podem ser câncer no ovário e na laparoscopia é possível identificar seus tamanhos e tipos.
  • Doenças inflamatórias: a laparoscopia ginecológica pode identificar inflamações na região e o motivo para determinadas dores.
  • Câncer ginecológico: com a laparoscopia é possível realizar uma biópsia da região para identificar o tipo de tumor presente. Também pode ser realizada cirurgia para tratar o câncer uterino e do endométrio.
  • Gestação ectópica: é a gravidez fora do útero , muito perigosa, para a mulher e o mais comum é que ela aconteça na tuba uterina.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

 

Posted by Dr. Rodrigo Tavares in Todos
Mioma uterino: Entenda o que é

Mioma uterino: Entenda o que é

O mioma uterino é comumente um tumor benigno, com baixo risco de se transformar em maligno, que cresce em mulheres durante a  fase reprodutiva. Responde aos hormônios estrogênio e progesterona e ainda não se sabe as causas para seu surgimento.

O tratamento, se indicado, é possível para mulheres que apresentem  sintomas e cujo tamanho já provoque alterações. Ele pode ser clínico ou cirúrgico. O primeiro é indicado em casos mais leves e o último para as situações em que haja a intenção de engravidar ou quando o tratamento oral não esteja surtindo o efeito esperado. Chamada de miomectomia, a cirurgia retira apenas o leiomioma (um outro nome para mioma uterino), procurando não alterar a estrutura do útero. Em mulheres mais velhas e que não desejem ter filhos, o tratamento indicado é a histerectomia, cirurgia de retirada do útero.

Como surge o mioma uterino

É cada vez maior o número de mulheres com miomas uterinos e a falta de informação faz com que a maioria os descubra por meio de exames de rotina no ginecologista. O receio de terem um tumor maligno ou de que o mioma seja a porta de entrada para um câncer no útero assusta, mas não há motivo para preocupação.

Os miomas são comumente tumores benignos, independentemente do formato e do local onde se alojem no útero. Também podendo ser chamados de fibroide uterino, os miomas surgem do tecido do miométrio, onde uma única célula se divide desenfreadamente, gerando uma massa diferente dos outros tecidos ao redor.

Seus padrões de crescimento variam muito, podendo ficar estáveis por muitos anos ou crescer muito em poucos meses. Da mesma maneira, eles também podem passar por um período de grande crescimento e depois encolherem sem que exista alguma ação para isso. Em geral, esse desenvolvimento rápido acontece dos 40 aos 50 anos e com uma incidência maior em mulheres negras – nove vezes a mais de que de outras etnias.

Não há definição da causa do mioma, apenas de que ele responde aos hormônios estrogênio e progesterona. Com o decorrer do climatério, a produção desses hormônios cai e o mioma encolhe. Quando uma mulher, que já tem mioma, engravida, os tumores tendem a seguir aumentando de tamanho, causando, no mínimo, incômodos durante a gestação, mas sem gerar danos à mãe ou ao bebê. Após o parto eles costumam diminuir.

O mioma uterino causa poucos sintomas e a maior parte das mulheres passa muito tempo sem perceber. Os seus indícios começam a surgir quando a menstruação fica irregular, indo de intensa a moderada por mais tempo, com a presença de anemias, cólicas, sangramentos fora do ciclo, dores abdominais ou pélvicas e problemas urinários como infecções constantes e vontade intensa de urinar.

Diagnóstico e tratamento

Os miomas são detectados a partir dos sintomas apresentados, inclusive pelo aumento do útero, o que pode ser  comprovado por exames de ultrassonografia transvaginal.

Os medicamentos apropriados para o tratamento não são capazes de desaparecer com o mioma, apenas de controlar seu crescimento e até diminuí-lo.

O mais comum é o uso de pílulas anticoncepcionais que reduzem a produção de estrogênio. Mas quando o volume é grande e o mioma começa a causar outros problemas, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária. Ultimamente se desenvolveu uma técnica de embolização das artérias uterinas que diminui o mioma presente na região.Em casos mais graves e com mulheres sem intenção de engravidar pode ser feita uma histerectomia.

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Reprodução Humana: Tudo que você precisa saber sobre a FIV

Reprodução Humana: Tudo que você precisa saber sobre a FIV

Vários fatores podem comprometer a fertilidade do casal e a infertilidade só é diagnosticada, de fato, a partir de investigação médica. Na mulher, a infertilidade está associada a deficiências no ciclo de ovulação, desequilíbrio hormonal, problemas na anatomia dos órgãos sexuais (que dificultam o encontro do óvulo com o espermatozoide), e a endometriose.

A infertilidade masculina é diagnosticada através do espermograma, exame que analisa a quantidade, motilidade, morfologia, e outros fatores relacionados à qualidade e produção dos espermatozoides.

Existem três técnicas disseminadas de reprodução humana assistida:

  • relação sexual programada para os períodos de maior fertilidade;
  • inseminação artificial intrauterina e
  • fertilização in vitro (FIV).

Neste artigo, vamos abordar a reprodução humana através da fertilização in vitro, técnica desenvolvida pelo médico Robert G. Edwards (cujo primeiro bebê gerado a partir dela, Louise Brown, nasceu em 1978).

Na FIV a fecundação do óvulo pelo espermatozoide é realizada em laboratório onde óvulos e espermatozóides são colocados em uma cultura específica, com as mesmas condições encontradas nas trompas. Quando ocorre a fecundação, os embriões são introduzidos no útero para dar continuidade ao processo de gestação.  

Outra maneira de fecundação externa é a técnica denominada intracytoplasmic sperm injection (ICSI). Ela acontece quando o espermatozóide não consegue, sozinho, fecundar o óvulo e é necessário injetá-lo no óvulo mecanicamente.

Reprodução humana: etapas da fertilização in vitro

  • Ovulação induzida: a paciente receberá medicação específica para induzir o processo de ovulação. O médico acompanha o processo de desenvolvimento dos folículos que contêm os óvulos através das imagens geradas pela ultrassonografia. Com 18 mm os óvulos já estão prontos para a coleta.
  • Retirada dos óvulos: A coleta dos óvulos é feita através da aspiração dos folículos. Pode ser necessário, antes, sedar a mulher, pois esse processo implica na introdução de uma agulha pela vagina até atingir os ovários. É um procedimento relativamente simples. Em menos de meia hora os óvulos são coletados e a mulher poderá retornar para casa no mesmo dia.
  • Transferência dos embriões: óvulos e espermatozóides são colocados em uma cultura para que ocorra a fecundação. Quando o espermatozóide não consegue, por conta própria, fecundar o óvulo, a outra opção é injetá-lo dentro do óvulo. O desenvolvimento de embriões in vitro dura, em média, de três a cinco dias. Quando estão prontos, o médico faz a transferência para o útero. Não há necessidade de aplicar anestesia para realizar esse procedimento.

As chances de uma mulher gerar uma criança através da fertilização in vitro, para um casal saudável, são maiores do que a concepção natural. A taxa de concepção natural é ao redor de 8% ao mês, enquanto na fertilização in vitro, o índice pode chegar a 35% por tentativa. Porém, o que pode comprometer o desenvolvimento do embrião no útero são alterações dos cromossomos e as condições de endométrio para a recepção do embrião.

Quando ocorre o desenvolvimento de dois ou mais embriões in vitro, o “excedente” poderá ser congelado através do processo chamado criopreservação. Estes embriões congelados poderão ser usados em outro ciclo de reprodução humana assistida.

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Infertilidade – O que é, causas e tratamentos

Infertilidade – O que é, causas e tratamentos

Infertilidade é a dificuldade, ou impossibilidade de um indivíduo de engravidar. Para a medicina, é identificada uma provável infertilidade do casal quando não há gravidez após 12 meses seguidos sem uso de métodos contraceptivos e com relações sexuais regulares e em períodos diferentes do ciclo menstrual.

A partir desse prazo, é necessário procurar ajuda médica para que seja identificado qual o motivo da infertilidade. Porém, em alguns casos especiais, esta lacuna pode ser diminuída, devido a fatores que impliquem maior dificuldade, como quando a mulher já tem mais de 35 anos de idade, ou em casos de algumas doenças pré-existentes e já conhecidas por ambos, como a endometriose e a síndrome de ovários policísticos, por exemplo.

A infertilidade de homens e mulheres

Estima-se que entre 15% e 18% dos casais, em todo o mundo, possuem algum problema relacionado à infertilidade. E, apesar de, historicamente, a mulher ser sempre o foco do problema, estatísticas da Organização Mundial de Saúde apontam que, atualmente, tanto homem quanto mulher possuem os mesmos índices de 40% das causas da infertilidade.

Apesar desta descoberta, em grande parte dos casos, acaba sendo a mulher quem procura entender a dificuldade de engravidar, e é nela em que os primeiros exames diagnósticos são realizados. Isso acontece, porque, apesar de estarmos a caminho de uma sociedade mais igualitária, ainda é comum o pensamento de que um homem que não consegue ter filhos não é um homem com tanta virilidade e masculinidade como os demais.

Por isso é que a informação é tão importante. Tanto mulheres acima dos 35 anos quanto homens com mais de 45 perdem a qualidade reprodutiva natural. Isso acontece porque ocorre, no corpo de ambos, uma mudança natural nos hormônios, diminuindo relevantemente a qualidade dos óvulos (nas mulheres) e do sêmen (nos homens).  

Fatores internos e externos

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), quando diagnosticadas muito tarde ou mal tratadas, também podem causar a infertilidade, tanto em homens quanto em mulheres.

Existem outras doenças (que podem deixar resquícios não identificados, como a caxumba, infecções e vírus), que podem deixar como sequela a dificuldade ou a anulação total da produção de espermatozoides qualitativos. Há também, algumas questões genéticas que indicam má formação no sistema reprodutor masculino e a varicocele, uma doença comum principalmente em homens muito altos.

Já nas mulheres, os distúrbios hormonais que interferem diretamente na ovulação são os motivos mais frequentes da dificuldade reprodutiva, acompanhados da endometriose, tubas obstruídas, útero septado e ovários policísticos, entre outros.

Voltando aos fatores externos, outros dificultadores da fertilidade, tanto para homens quanto para mulheres, são: o tabagismo, o alcoolismo e também o excesso (ou a falta) de peso.

Diagnóstico para infertilidade

Para identificar a qualidade e quantidade dos espermatozoides, é preciso fazer um espermograma onde serão avaliados: quantidade, morfologia, volume e também a rapidez no movimento em chegar até o óvulo.

Nas mulheres, é preciso fazer uma avaliação da ovulação, incluindo: histórico menstrual, dosagens hormonais, e a formação do útero e das tubas. Primeiro, são feitos exames de sangue e em seguida uma ultrassonografia, podendo, em alguns casos, haver a necessidade de uma ressonância magnética.

Tratamento

Quando detectada a causa da infertilidade, seja no homem, na mulher ou em ambos, o médico indicará o procedimento mais adequado para o tratamento. Existem diversas maneiras de tratar esta doença, e elas vão desde uma simples medicação até cirurgias, ou o tratamento de reprodução humana (que quando indicado, pode ser feito através da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro).  Geralmente, o problema é resolvido com estas questões, porém, não existe nada que garanta 100% de eficácia.

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Parto normal – Vantagens e desvantagens

Parto normal – Vantagens e desvantagens

Desde o início da gravidez, uma das maiores preocupações das mulheres, além do pleno bem-estar do bebê, é o momento do nascimento, ou seja, a forma como seu filho chegará ao mundo. Parto normal, natural, cesárea… Qual a melhor opção para você e o seu bebê? Neste artigo, falaremos sobre o parto normal, suas vantagens e desvantagens.

No Brasil, ainda hoje, uma grande parte dos partos é realizada por meio de cesárea. Estima-se que 52% dos bebês brasileiros venham ao mundo através desta forma de parto. Interessante notar que na rede pública de saúde, apenas 35% dos partos são por meio de cesárea enquanto na rede privada eles correspondem a 80%.

Porém, na grande maioria dos casos, o parto por cesariana não é o mais recomendado – aliás, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, índices de cesárea superiores a 30% são considerados abusivos, uma vez que a cirurgia pode apresentar diversas complicações, como recuperação mais lenta e altas taxas de mortalidade materna.

Assim, o parto normal deve ser a regra quando trata-se de gestações que apresentem baixo risco de complicação para a mãe ou para o bebê. Contudo, assim como qualquer outra coisa na vida, ele possui suas vantagens e desvantagens. E é justamente isso que iremos expor na sequência.

Vantagens do parto normal

  • Recuperação mais rápida: poucos dias após o parto a mãe já pode voltar a sua rotina normal de atividades. Além disso, os  hormônios maternos são estimulados por este parto, fazendo com que os níveis de colostro (líquido pré-leite, rico em anticorpos) aumentem, favorecendo o bebê;
  • Menor risco de infecção: quando comparada à cesárea, esta forma de parto apresenta aproximadamente 40% menos chances de infecção, visto que há menor intervenção no corpo;
  • Menos dor: apesar de haver dor durante o parto, depois que o bebê nasce a mãe se sente normal, facilitando, como dito anteriormente, o pós-parto;
  • Ausência de cicatriz: com exceção dos casos em que há necessidade de incisão cirúrgica para facilitar a passagem do bebê (episiotomia), não há vestígios de cicatrizes no corpo da mãe provenientes do parto por este método;
  • Participação ativa da mãe: É a força expelida pela mãe que impulsiona o bebê para fora do corpo, e esta participação ativa traz, para a mãe, um senso de participação e vínculo extremamente grandes;
  • Diminuição de problemas respiratórios: na passagem do bebê pelo canal vaginal, os líquidos pulmonares são expelidos favorecendo o sistema respiratório da criança;
  • Sem comprometimento de partos futuros: ao contrário da cesárea que deve ser feita preferencialmente apenas duas ou três vezes na vida, o parto normal não compromete futuros nascimentos.

Desvantagens do parto normal

Antes de expor os pontos negativos, é necessário destacar que o índice de incidência deles é muito baixo, ocorrendo mais facilmente nos partos domiciliares ou mal assistidos. Vale destacar que a interação do binômio gestante feto é específica daquele processo de parto e que  as complicações podem advir de características inerentes ao caso como fetos grandes, doenças maternas e/ou fetais prévias.

  • Em caso de episiotomia ou laceração, pode ocorrer dor durante a recuperação pós-parto;
  • Em alguns casos, a mulher pode apresentar incontinência urinária ou fecal;
  • Períneo, uretra e até mesmo o ânus podem apresentar algum grau de comprometimento;
  • Podem ocorrer danos à pélvis.

Assim, mesmo que alguma das desvantagens acima possa ocorrer, as chances são bem pequenas, e elas são menos significativas em comparação com as vantagens. Por isso, converse com seu médico e, se possível, dê preferência a este tipo de parto.

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Como usar o adesivo anticoncepcional

Como usar o adesivo anticoncepcional

Atualmente, não faltam opções para aqueles que desejam evitar a gravidez. São inúmeros os métodos contraceptivos adequados à rotina e ao organismo da mulher, que está sempre em busca de algo mais seguro e menos invasivo.

O mais icônico de todos é a pílula anticoncepcional, que trouxe uma verdadeira revolução dos costumes e proporcionou liberdade à mulher, que pode controlar seu próprio corpo decidindo quando, ou ainda se quer ou não, engravidar. Como a ciência está em constante evolução, diversos outros métodos contraceptivos foram surgindo com o passar do tempo, e neste artigo iremos discorrer um pouco sobre os adesivos anticoncepcionais. Uma maneira eficaz, não invasiva e mais segura para quem esquece da pílula.

Anticoncepcional, sempre revolucionário

Antes de avançarmos, é preciso entender um pouco sobre os métodos contraceptivos. Vamos dividir os contraceptivos em cinco tipos:

  • Métodos de barreira.
  • Métodos hormonais.
  • Métodos intrauterinos.
  • Métodos permanentes.
  • Métodos alternativos.

Os métodos de barreira são aqueles que, através de uma barreira física (ou química, no caso do espermicida), impedem o espermatozoide de chegar ao óvulo. Alguns exemplos de métodos de barreira são: camisinha (masculina ou feminina) e diafragma. O DIU (Dispositivo IntraUterino) é um pequeno dispositivo implantado dentro do útero da mulher, e pode ser de duas maneiras: hormonal ou não. Entre os métodos permanentes podemos citar a laqueadura e a vasectomia, e entre os alternativos, estão a tabelinha e o coito interrompido.

 

O foco deste artigo, porém, está em um dos métodos hormonais de prevenção à gravidez. O mais comum dos métodos hormonais é a pílula, porém, ela não é a única maneira de fazer com que os hormônios se alterem, impedindo a ovulação. A maior dificuldade da pílula, para os usuários é inserí-la na rotina diária, afinal, o esquecimento de um dia, pode ser “fatal”.

Foi pensando nisso, que outros formatos de contracepção foram surgindo, como as injeções, os implantes e o adesivo anticoncepcional.

O adesivo, particularmente, possui benefícios extras, quando comparados à pílula, como melhor tolerância gástrica e menor interação metabólica , além de diminuir também os riscos de câncer no ovário.

O adesivo anticoncepcional possui dois tipos de hormônios, o etinilestradiol e o norelgestromina – que, além de inibir a ovulação, também torna o muco cervical mais espesso e hostil aos espermatozoides.

O muco cervical é produzido pelo colo do útero, exatamente para facilitar a vinda dos espermatozoides rumo aos óvulos. Com o adesivo há muito mais obstáculos para que eles cheguem. Ele também age no endométrio, tornando-o não receptivo à implantação, fazendo com que ele fique atrófico.

Como utilizar o adesivo anticoncepcional

O adesivo anticoncepcional é indicado para mulheres que não apresentam contra-indicações de métodos hormonais combinados de progestogênio e estrogênio, que possuem a mesma resposta dos orais. Também não é indicado para pessoas muito acima do peso.

Também conhecido como patch, ele é aderente para ser colado na pele por uma semana. Recomenda-se que seja posto nos braços, abaixo da barriga, nádegas e costas, sempre com possibilidade de visualização de sua integridade pelo período proposto. Não coloque ao redor das mamas, já que a absorção dos hormônios na região pode causar dores. A embalagem do produto vem com três unidades, que devem ser trocadas consecutivamente por três semanas, iniciando no primeiro dia de menstruação e com uma de pausa de sete dias, na última semana.

Caso o adesivo saia no primeiro dia de uso, ele pode ser recolocado novamente, mas se passar de 24 horas o mais indicado é trocar por um novo. Se houver atraso de até dois dias na recolocação de um novo adesivo, ainda há proteção contraceptiva. Acima desse período já aumenta o risco de engravidar.

O adesivo possui poucos efeitos colaterais, se resumindo a cólicas menstruais leves e dores de cabeça. Para evitar outros sintomas, procure sempre indicação do médico, que vai oferecer um método mais adequado ao seu organismo.

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O que fazer se tiver dificuldade de engravidar

O que fazer se tiver dificuldade de engravidar

A dificuldade de engravidar é um problema que atinge muitos casais e indivíduos trazendo frustração e afetando até mesmo os relacionamentos pessoais. A nossa recomendação é que após um ano de tentativas falhas, por método natural, se procure auxílio médico para identificar as possíveis causas para isso.

A mulher deve recorrer ao auxílio de um ginecologista, enquanto o homem deve procurar um urologista, pois a causa da infertilidade pode estar em qualquer um dos dois, ou até mesmo em ambos e, identificar este problema é o caminho para que o casal possa superar a situação – até porque a solução pode ser muito simples dependendo do problema.

Causas da dificuldade de engravidar e tratamento

Podem ser diversos os problemas que dificultam a gravidez.

No caso da mulher, o problema pode estar relacionado, entre outros fatores, à idade. Mulheres com mais de 35 anos são menos suscetíveis à fecundação. Além disso, alterações nas trompas, hipotireoidismo e outras alterações hormonais, síndrome dos ovários policísticos e até ocorrência de câncer no útero, mama e ovários são outras possíveis causas da infertilidade feminina.

Já no homem, as causas podem ser a dificuldade de ejaculação, estresse físico e psicológico, a baixa produção de espermatozoides (que pode estar ligada ao uso de determinados medicamentos), e alterações na produção hormonal.

Alguns desses problemas podem ser tratados e essa deve ser, evidentemente, a primeira alternativa a ser considerada. Alguns exemplos são a indução da ovulação, no caso de problemas com esse processo, e o uso de medicamentos para tratar os problemas de ejaculação. Por isso, um diagnóstico completo de todas as possíveis causas é extremamente importante, para que todas as possibilidades possam ser eliminadas antes que se parta para métodos artificiais de fecundação.

Técnicas de inseminação artificial

Caso o resultado não seja obtido através de outros tratamentos e a dificuldade de engravidar persista, a solução pode vir através de técnicas de inseminação artificial, como a inseminação intrauterina, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides e a fertilização in vitro convencional.

Em todos esses casos, ocorre a manipulação em laboratório do óvulo ou do sêmen e, de acordo com alguns exames, a melhor opção será definida e apresentada ao casal.

  • A inseminação intrauterina é a mais simples. Essa técnica consiste na manipulação dos espermatozoides em laboratório e posterior introdução dos mesmos diretamente no útero.
  • A fertilização in vitro, é a fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório. E a posterior introdução dos embriões no útero.
  • A técnica mais recente e complexa é a injeção intracitoplasmática de espermatozoides. Trata-se de uma técnica de reprodução assistida in vitro, só que com a injeção do espermatozoide no óvulo para que a fertilização ocorra.

Conclusão

Existem diversas causas e diversos tratamentos para tratar a dificuldade para engravidar. Se você está tendo dificuldades, não se desespere, procure um médico capacitado e comece já pelo caminho rumo à fertilidade.

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Se você não consegue engravidar, procure se informar sobre todos os procedimentos e alternativas antes de pensar em desistir. Leia esse artigo para se informar e saber mais sobre as suas possibilidades.

 

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Indução de ovulação – entenda como funciona

Indução de ovulação – entenda como funciona

Para que um homem e uma mulher possam gerar filhos é necessário, primeiramente, que ambos sejam férteis. No caso da mulher, uma das etapas do ciclo reprodutivo é a ovulação, que é a liberação de um ovo do folículo ovariano. Entretanto, existem algumas mulheres que não ovulam. A falta de ovulação pode acontecer por diversas razões, entre elas: Síndrome do Ovário Policístico, hipotireoidismo e a perimenopausa. Nestes casos, existem alguns tratamentos que podem ser recomendados para combater a infertilidade, como, por exemplo, a indução da ovulação.

Tido como um dos métodos para solucionar a síndrome dos ovários policísticos, esse processo é indicado para casais nos quais a mulher possui todas as tubas uterinas em perfeito estado, mas ainda assim tem dificuldade para ovular.

A indução da ovulação, sendo uma alternativa para quem deseja engravidar, é um tratamento eficiente e não causa problemas ao bebê e nem aos pais. Por isso, vale muito a pena.

Como é feita a indução de ovulação?

Uma coisa muito comum, e de que pouco se fala é o ciclo anovulatório, que nada mais é do que um ciclo menstrual sem ovulação. Isto acontece quando o estrogênio e o LH, hormônios que estimulam a ovulação, não cumprem o seu papel e esta etapa é pulada.

Este ciclo é comum e acontece com frequência, não são todos os meses do ano em que existe ovulação, mas muitas vezes só é percebido quando se tem dificuldade em engravidar.

Caso seja recomendado, pode-se fazer uma indução da ovulação. Este procedimento é feito em duas partes a estimulação ovariana e o desencadeamento da ovulação.

O processo é desencadeado através do uso de alguns medicamentos que agem no crescimento de folículos nos ovários para que eles sejam liberados para fecundação. A medicação é tomada antes do início do ciclo menstrual e no decorrer desse tempo, o ginecologista acompanhará o método por meio de ultrassonografias, detectando se os óvulos estão crescendo e amadurecendo de maneira correta e saudável, a ponto de ficarem férteis.  

Em alguns casos, somente o aumento da quantidade do hormônio FSH (folículo estimulante) é suficiente. Porém, é possível que outro hormônio, o LH (hormônio luteinizante), também seja aumentado para que o óvulo seja liberado.

Hábitos influenciáveis

A indução da ovulação pode ser atrativa para diversos casais. Entretanto, é importante deixar claro que o método só é indicado para quem realmente tem problemas com a ovulação e também que o tratamento possui uma taxa de sucesso de apenas 10% a 15%. Ele só tem mais força se o casal adotar comportamentos saudáveis, fazendo com que o metabolismo de ambos se desenvolva para a gravidez, mas especialmente o da mulher.

Reduzir o estresse, ingerir alimentos saudáveis, praticar exercícios regularmente e reduzir o consumo de alimentos prejudiciais como frituras, gordura e os alimentos processados influenciam para que o ciclo reprodutivo seja eficaz.

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Dificuldade para engravidar? Conheça os tratamentos

Dificuldade para engravidar? Conheça os tratamentos

A dificuldade para engravidar pode estar ligada à inúmeros fatores, seja pelo lado masculino, seja pelo lado feminino. Os obstáculos que cercam podem, ainda, ser um problema vivido por ambos. As características de ambos os sexos podem contribuir para a dificuldade do casal em conceber uma gravidez. Contudo, há soluções práticas que podem ser suficientes para a conquista da gestação.

Em primeiro lugar, a solução primordial após algumas tentativas do casal é buscar um ginecologista e um urologista especializados. Eles saberão guiar a dupla em busca do caminho rumo à gravidez, cada um de acordo com a sua especialidade pode indicar os melhores métodos e soluções.

Quais os tratamentos frequentes para a dificuldade de engravidar?

Sendo comumente recomendados após um ano de tentativas do casal, eles variam segundo a causa. Cada tratamento é diferente, único e poderá ser ajustado. Variando desde a correção de transtornos que podem estar infligindo negativamente na reprodução e tentativas do casal, até mesmo usufruindo de técnicas para “potencializar” as chances de gestação futura.

Entre as principais estão:

  • Recomendação de vitaminas e/ou ácido fólico;
  • Inseminação artificial;
  • Prescrição de hormônios;;
  • A prática da fertilização in vitro;
  • Maior aprofundamento e conhecimento sobre o período fértil da mulher;
  • Combater o estresse através de técnicas recomendadas;

Quais as causas desta dificuldade?

Como ressaltado logo na introdução do texto, a causa da infertilidade pode vir tanto do homem como da mulher (algumas vezes vêm de ambos). Por esse motivo, ao perceber a dificuldade para engravidar, o casal deverá procurar um médico especialista. Para tanto, a explicitação das causas para cada um pode estar relacionado:

  • À insuficiência da produção de espermatozoides;
  • À idade da mulher;
  • À alterações constantes na produção hormonal masculina;
  • À alterações comuns que acontecem nas trompas;
  • A remédios cujos efeitos colaterais podem prejudicar a produção de espermatozoides;
  • À síndrome de ovários policísticos;
  • Ao estresse constante que afeta a vida sexual do casal;

Como corrigir o problema?

Ao fim de todo o processo de tentativas, os tratamentos indicados serão (e deverão) ser coordenados por um médico especialista. A ideia é uma condução sadia e sensata do que se deve utilizar, realizar e seguir para a conquista da tão sonhada gravidez. Portanto, é importante ressaltar: esqueça as fórmulas mágicas de revistas!

Elas poderão ser um empecilho a mais para agravar os problemas em conseguir a gestação. Assim, para corrigir a dificuldade para engravidar, tanto o homem como a mulher devem procurar um especialista para sanar dúvidas, buscar explicações e assim seguir tratamentos específicos.

Uma dica extra é: Cuide sempre da sua saúde, para uma gestação saudável, é extremamente importante ter um organismo saudável. Boa alimentação aliada à prática constante de exercícios físicos é um grande passo rumo à uma gestação segura e tranquila.

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Como avaliar a fertilidade de um casal?

Como avaliar a fertilidade de um casal?

Um casal jovem e que mantém relações sexuais regulares há mais de um ano, sem fazer uso de qualquer método contraceptivo, justamente para gerar um filho e não obtém sucesso, deve considerar a hipótese da infertilidade. O diagnóstico, porém, só pode ser dado por um médico após os resultados de diversos exames, que indicarão a existência, ou não de problemas referentes à fertilidade.  

Fatores genéticos, malformações congênitas, alterações hormonais, infecções e outras doenças podem afetar os órgãos sexuais femininos e masculinos, dificultando ou inviabilizando a fertilização natural.

Após a bateria de exames, e dependendo dos resultados, o médico poderá recomendar tratamentos para regular a fertilidade do casal. A reprodução assistida é um longo processo que exige paciência, equilíbrio psicológico, emocional e entendimento de que não existe tratamento que garanta em 100% a concretização da gravidez. Como todo procedimento médico, existem riscos e incertezas. Ansiedade e estresse só atrapalham.  

Procedimentos para avaliar a fertilidade feminina

  • Pesquisa de ovulação: metade dos casos de infertilidade feminina está associada à inexistência da ovulação ou à falhas em seu processo. Os exames são necessários, então, para a confirmação ou descarte desta hipótese.
  • Dosagem hormonal: a medição dos níveis de hormônios é realizada durante o ciclo menstrual. Os principais hormônios avaliados são: progesterona, estradiol, prolactina, LH e FSH.
  • Anatomia do aparelho reprodutor: é necessário investigar se existe alguma alteração anatômica nos órgãos sexuais da mulher e em seu funcionamento, que inviabilize o encontro do óvulo com o espermatozóide.
  • Endometriose: este é um problema que responde por mais de 40% dos casos de infertilidade feminina. Endométrio é o tecido que se forma dentro do útero, preparando-o para a fecundação. Quando a mulher não engravida, o endométrio é eliminado, através da menstruação. A endometriose acontece quando esse tecido se instala em outros lugares como ovários, tubas, bexiga e no próprio músculo do útero.  

Procedimentos para avaliar a fertilidade masculina

O espermograma é o exame básico que mostra se há produção de espermatozóides, a sua quantidade, motilidade, formato e anormalidades. Enquanto a mulher tem que fazer diversos exames, o homem pode fazer a pesquisa de fertilidade através do espermograma.

A coleta do esperma é realizada em laboratório de análises clínicas e acontece de, após o primeiro resultado o médico solicitar um segundo teste para comparar as informações. Como reforço ao espermograma, outros exames como: ultrassom, dosagem de hormônios, fragmentação do espermatozóide e biópsia dos testículos, podem ser pedidos antes de fechar o diagnóstico de infertilidade.

Diversos fatores podem comprometer a produção de espermatozóides como a predisposição genética, infecções graves, varicocele, malformações, alcoolismo, tabagismo e o uso de drogas, por exemplo, podem resultar na infertilidade masculina.  

Após avaliar a fertilidade do casal, o médico especialista em reprodução humana definirá os procedimentos para viabilizar a gravidez, entre estes tratamentos podem estar: relação sexual programada, inseminação artificial e fertilização in vitro.

Ao decidir se submeter às técnicas de reprodução assistida, é importante que o casal mantenha uma vida saudável e equilibrada para aumentar a chance de um resultado positivo de gravidez.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

Posted by Dr. Rodrigo Tavares in Todos