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Inseminação Intrauterina – Você sabe o que é?

Inseminação Intrauterina – Você sabe o que é?

Muitos casais possuem dificuldade para engravidar. Seja na produção de óvulos ou na ineficácia da inseminação, esses problemas ocasionam a infertilidade e requerem tratamentos para reverter o quadro. Um dos mais indicados é a inseminação intrauterina, capaz de apresentar resultados positivos entre 15 e 20% dos ciclos iniciados.

Como qualquer outro tipo de tratamento, ele também apresenta algumas particularidades na sua indicação, metodologia  e execução.

Como é feita a inseminação intrauterina?

Esse tipo de inseminação é feito com a colocação de espermatozoides na cavidade uterina da mulher. Através de um cateter, o especialista deposita esses espermatozoides, no período de ovulação, no corpo feminino.

Um requisito importante do tratamento é que as mulheres precisam apresentar trompas sem nenhuma irregularidade. Caso as trompas não estejam numa situação adequada, as chances de sucesso serão bem menores.

Etapas do tratamento

É interessante notar que a fertilidade deve ser trabalhada tanto nas mulheres quanto nos homens. A inseminação conta com três etapas diferentes: estimulação ovariana, capacitação espermática e a inseminação artificial.

Não é muito comum fazer o tratamento em ciclos não estimulados. Entretanto, de acordo com o caso, pode ser feito um exame de sangue ou um acompanhamento por ultrassonografia endovaginal para analisar qual dia teria a maior probabilidade de acontecer a ovulação. E assim inseminar no meio do ciclo menstrual.

Capacitação espermática

É feita uma “limpeza” no esperma masculino. Espermatozoides mortos, vestígios celulares ineficazes ou qualquer outra impureza é retirada para que a fecundação seja feita com mais facilidade. Nesse caso, a substância fica mais fina e com um volume mais baixo, porém com uma quantidade concentrada de espermatozoides saudáveis.

Estimulação ovariana

Realizada através de estimuladores químicos para promover a ovulação. O controle é feito por ecografias, desde o início da ação dos fármacos usados até o período de amadurecimento e fecundação. Os remédios podem ser orais ou injetáveis.

Inseminação artificial

A inseminação é feita através de um cateter que injeta os espermatozoides no útero da mulher. Esses espermatozoides podem ser do parceiro ou doados mas sempre tratados por capacitação espermática. Espermatozoides doados são analisados com ainda mais atenção em bancos de sêmen após exames sorológicos para doenças sexualmente transmissíveis.

Seguindo a técnica, a inseminação intrauterina apresenta boas taxas de sucesso. Como já mencionado, cerca de 15 a 20% dos ciclos dão resultados positivos embora podendo precisar de uma frequência de 3 a 4 sessões.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

Posted by Dr. Rodrigo Tavares in Todos
Como funciona a orientação de coito?

Como funciona a orientação de coito?

A orientação de coito consiste em um tratamento simples para a infertilidade. Possui baixa complexidade e é realizado com auxílio da ultrassonografia pélvica.

Neste artigo, confira mais sobre o tratamento, como ele funciona e em quais casos é recomendado.

Orientação de coito: o que é?

A orientação de coito, procedimento também conhecido como sexo programado, é recomendado para os casais com dificuldade para engravidar no início do acompanhamento médico se não houver diagnóstico de problemas nas trompas ou qualidade dos gametas.

Basicamente consiste numa indução da ovulação controlada por meio de ultrassonografias realizadas a cada dois ou três dias. Estas visam acompanhar o desenvolvimento dos folículos que ao alcançarem o tamanho perfeito indicam o melhor momento para a fecundação. Este é o período em que os casais devem manter as relações sexuais.

De modo resumido, o tratamento “prevê” qual é a melhor época do ciclo da mulher, ou seja, qual é o período exato em que as suas chances de engravidar serão maiores. Neste período, o casal é recomendado a manter relações sexuais com frequência, de modo a aumentar ainda mais as chances de que a gravidez ocorra.

E como o tratamento funciona?

O acompanhamento ultrassonográfico é iniciado após o oitavo dia do ciclo considerando o primeiro dia aquele no qual a menstruação desceu.

Nesta fase a primeira ultrassonografia transvaginal é realizada de modo a identificar se há no ovário algum cisto remanescente do ciclo anterior. Além disso, a espessura e regularidade endometrial, miomas ou pólipos também podem influenciar na taxa de sucesso do tratamento.

O ideal é que nesta fase os ovários tenham pequenos folículos, medindo na média 6 mm de diâmetro, conhecidos como “folículos primordiais”. Estes possuem em seu interior óvulos que só se “desprendem” durante a ovulação. Dependendo de qual for o resultado da primeira ultrassonografia, o provável dia ou período da ovulação já pode ser vislumbrado.

Dada a continuidade do tratamento, tanto o endométrio como o (s) folículos (s) devem crescer de modo progressivo, o que é verificado por meio do acompanhamento ultrassonográfico a cada 2 ou 3 dias. Quando eles estiverem com o tamanho mais adequado para a fecundação, um medicamento denominado  “HCG”  pode ser indicado. O objetivo deste medicamento é ajudar o folículo a sair do ovário e passar pela maturação final.

Nesta etapa, o óvulo passa pelas tubas e, dentro delas, poderá ser fertilizado por espermatozoides normais, ou seja, originados na própria relação sexual entre o casal.

O tratamento, resumidamente, programa o melhor dia e época para que o casal mantenha relações sexuais que poderão resultar na gestação. Com o tratamento, as chances do casal engravidar aumentam muito.

Agora você já conhece mais sobre o coito programado e como ele funciona. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

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Você sabe o que é a histeroscopia?

Você sabe o que é a histeroscopia?

Usada para conferir supostas irregularidades uterinas, a histeroscopia é um exame que ajuda a prevenir e a tratar de problemas que impedem as mulheres de engravidar. Feita com o auxílio de tecnologia de ponta, auxilia a detectar com clareza o estado do útero da mulher e possíveis anomalias que prejudiquem a saúde uterina.

O que é uma histeroscopia?

O procedimento funciona assim como uma endoscopia, com a inserção de uma ótica acoplada a uma microcâmera dentro do organismo com o objetivo de analisá-lo por dentro. Consiste em ver e analisar toda a cavidade uterina da mulher. Da mesma forma que acontece com a visualização do esôfago e do estômago na endoscopia, a histeroscopia se encarrega em ver todo o útero.

Primeiramente o exame é feito somente para analisar o estado do útero. Dependendo da tecnologia empregada o ginecologista poderá intervir já neste momento caso detecte algum problema ou programar uma cirurgia posteriormente por esta via ou não.

Tipos de exame

Esse exame poderá ser de dois tipos: diagnóstico ou cirúrgico. Os dois são importantes, mas o cirúrgico só é recomendado nos casos em que o útero apresenta miomas, pólipos, tumores e outros tipos de anomalias.

Histeroscopia diagnóstica

Esta é a forma mais utilizada da técnica e possui um objetivo exploratório. Ao contrário do que muitas mulheres pensam, o exame é simples e sem complicações. Na maior parte das vezes a paciente pode não necessitar ser submetida à anestesia e nem à internação. Caso sinta algum desconforto maior, ela poderá ser sedada. O exame é de curta duração.

Feito a nível ambulatorial, o especialista coloca uma “cânula” através da vagina, que mede entre 3 a 7 mm de diâmetro. Essa “cânula”, na realidade, uma ótica acoplada a uma microcâmera, reflete uma luz para proporcionar uma visão mais clara da cavidade uterina. Mas para que se vejam pontos mais difíceis do útero, a cânula introduz soro fisiológico ou gás carbônico para que o órgão relaxe e tenha uma distensão maior facilitando a observação. Pode ser necessária para quem deseja fazer fertilização in vitro.

Histeroscopia cirúrgica

No caso cirúrgico, a anestesia comumente é necessária para a dilatação do colo uterino. Problemas como pólipos, miomas, deformidades, sangramentos intrauterinos ou aderências que impedem a menstruação são tratados por meio do método cirúrgico.

Possíveis complicações

Por se tratar de um procedimento cirúrgico, a vagina e o colo de útero podem sofrer traumatismos no momento de realização da histeroscopia. Os dois casos mais comuns são sangramentos no momento intraoperatório ou alguma perfuração da cânula em alguma parte do útero.

Há também a dificuldade em ter uma dilatação apropriada da cavidade uterina para a passagem da ótica. Lesões de orgãos contíguos ou alergias também podem ocorrer mas apenas em casos específicos. O ginecologista pode recomendar o uso de outros materiais e substâncias para não provocar reações.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

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Osteoporose e saúde da mulher: saiba mais

Osteoporose e saúde da mulher: saiba mais

Com o aumento mundial da expectativa de vida, alguns fatores relacionados à saúde no envelhecimento se tornam cada vez mais discutidos e focados pela ciência. Nesse contexto, se destaca o crescimento de casos de osteoporose. Essa doença caracteriza-se pela redução da resistência óssea, fazendo com que o paciente tenha tendência a sofrer fraturas.

As pesquisas apontam que em 2004 já eram 15 milhões de brasileiros nesse quadro, sendo a ocorrência maior em mulheres. Há, portanto, toda uma preocupação em torno das condições da vitalidade feminina e sua relação com o problema ósseo.

Quando devo começar a me cuidar em relação à osteoporose?

Embora já tenha sido conhecida como “doença de idosos”, esta patologia deve ser encarada desde cedo com providências antecipadas para que ela não surja ou não se desenvolva. A prevenção, inclusive, já pode (e deve) começar desde a infância.

Há uma ligação entre a enfermidade e a ginecologia, pois o profissional da área acompanha todas as fases da vida da mulher, desde a adolescência até a maturidade, quando ocorre a menopausa. Neste sentido, em geral é o primeiro a verificar o possível surgimento dos fatores de risco, o que lhe dá condições convenientes para tomar medidas preventivas e terapêuticas, se for o caso.

Este especialista tem vasto conhecimento sobre as condições do surgimento do problema e poderá orientar adequadamente as medidas indicadas de tratamento preventivo, a partir da detecção em exames hormonais, como por exemplo através da observação dos níveis de estrogênio encontrados.

Como o estrogênio representa um fator relevante para a qualidade e o vigor da composição esquelética da mulher, o ginecologista poderá atentar para estas questões enquanto se depara com o crescimento, a maturação, bem como a regulação e remodelação da estrutura óssea no esqueleto da paciente adulta.

Prevenção contra a osteoporose: que cuidados tomar?

Dentre os cuidados importantes, podemos citar:

  • Exposição solar frequente (nos horários adequados e tomando-se cuidados com proteção);
  • Ingestão equilibrada de cálcio presentes no leite, queijo, iogurtes;
  • Consumo de vegetais de cor escura, além de gergelim, do feijão branco e tofu;
  • Se necessário, tomar suplementos vitamínicos.

Vale lembrar que a vitamina D é muito importante como ação preventiva: como ela só pode ser absorvida naturalmente através de raios solares, a exposição diária ao sol, nos horários adequados, promove benefícios futuros.

É preciso ter atenção aos primeiros sinais, pois trata-se de uma doença que age “silenciosamente”. Ao realizar exames ginecológicos solicitados pelo especialista, este deverá fazer a análise da qualidade e quantidade óssea, para assim dimensionar as bases de cuidados e procedimentos que deverão ser realizados a seguir.

Vejamos alguns fatores de risco existentes:

  • Sedentarismo;
  • Tabagismo e excesso de álcool;
  • Longevidade e menopausa:
  • Hereditariedade;
  • Alimentação inadequada e excesso de cafeína;
  • Deficit de exposição ao sol;
  • Medicação com corticoides;
  • Excesso de alguns hormônios.

Por essas e outras razões, é importante que a mulher mantenha regularmente as consultas ao ginecologista, pois ele observará a vitalidade óssea no decorrer de sua vida, prevenindo a osteoporose e outros possíveis problemas.

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Tudo que você precisa saber sobre o DIU de Cobre

Tudo que você precisa saber sobre o DIU de Cobre

Dentre os diversos métodos contraceptivos que podem ser utilizados pelas mulheres para a prevenção da gravidez, o DIU (dispositivo intra-uterino) de cobre, que já é antiguinho no mercado,  vem ganhando cada vez mais espaço a atenção das mulheres devido à alta eficácia que fornece, cerca de 98%, sendo que existem estudos que apontam que seu índice de falha é ainda menor, girando em torno de 0,6%.

Mas afinal no que consiste o DIU de cobre? Como ele funciona? Ele pode ser utilizado por todas as mulheres? São estas e outras perguntas que serão respondidas abaixo.

Funcionamento do DIU de cobre

Trata-se de um dispositivo feito de plástico e revestido por cobre, em forma de “T” e que é colocado na cavidade do útero por um ginecologista capacitado, procedimento que geralmente é feito após a menstruação para haver certeza de que a mulher não está grávida, ou seja, para que sua colocação não seja um método abortivo.

Possui pequenos fios em sua extremidade que ficam localizados no colo do útero, para que possa ser retirado a qualquer momento que a mulher desejar.

Depois que é colocado no útero, ele impede o processo de nidação do óvulo fecundado, ou seja, impede que uma gravidez ocorra. Vale ressaltar que, o DIU de cobre é um tratamento livre de hormônios. Existem outras versões do DIU, como o DIU Mirena que, por sua vez é um tratamento anticoncepcional hormonal.

Quais as vantagens do DIU de Cobre em relação a outros métodos?

A primeira, como dissemos acima, é que se trata de um método livre de hormônios, que podem interferir no humor e mesmo nas funções corporais da mulher. Além disso, não requer nenhuma manutenção (a não ser a troca, que ocorre entre 1 e 10 anos), não requer que a mulher tome nenhuma ação especifica (como se lembrar de tomar a pílula anticoncepcional diariamente), pode ser retirado a qualquer momento, é mais acessível em termos de preço que o DIU hormonal e possui efeito de longa duração.

Quem pode e quem não pode usar o DIU de cobre?

O DIU de cobre é recomendado para mulheres adultas que já tiveram gestações ou que, mesmo não tendo, apresentem boas condições ginecológicas e de saúde, podendo ser usado em fumantes, portadoras de diabetes e de HIV/Aids.

Por outro lado, o método não deve ser utilizado por mulheres com anemia crônica; que tomem medicamentos anti-coagulantes, imunossupressores ou corticoesteroides sistêmicos; que tenham alguma infecção por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis); que sejam alérgicas ao cobre; que estejam gravidas; que possuam doenças pélvicas de natureza inflamatória; com cancro de mama; que estejam na menopausa há mais de um ano; que tenham alguma deformidade morfológica ou que tenham fluxos sexuais com muito sangue (menorragia).

Existem riscos?

Sim, como em todos os métodos contraceptivos os riscos estão presentes, mas possuem taxas de incidência muito pequenas. Dentre eles, tem-se o risco da perfuração uterina (1 ou 2 a cada 1000 casos), infecções pélvicas, menorragia acompanhada de dores menstruais, gravidez ectópica (localizada em uma das trombas ao invés do útero) e migração do DIU de cobre para o trato gastro-intestinal ou bexiga.

Vale lembrar também que este tratamento não oferece proteção contra as DSTs. Por isso, mesmo que seja altamente eficaz para evitar gravidez, as relações sexuais sempre devem ser feitas com uso de preservativo.

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Endometriose – Sintomas, causas e tratamento

Endometriose – Sintomas, causas e tratamento

A endometriose é uma doença que atinge 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva no Brasil. Seu nome provém do local que ela atinge, o endométrio, que é o tecido que reveste o útero. O que ocorre, no caso das mulheres afetadas, é um crescimento anormal deste tecido para a região exterior ao órgão.

Os pequenos pedaços deste tecido acabam migrando para outros locais da região, como trompas e ovários, e o próprio corpo estimula o seu crescimento mesmo nestes locais. No momento da menstruação eles acabam descamando, e a partir dessa descamação começa a manifestação dos sintomas da doença.

Causas

Não existe uma causa específica para a endometriose, mas acredita-se que ela tenha origem na chamada menstruação retrógrada, que ocorre quando pequenas quantidades de sangue voltam através do canal vaginal. Existem, no entanto, alguns fatores que podem aumentar as chances do surgimento, como a má alimentação, o estresse, a gravidez após os 30 anos de idade e alterações no útero.

Sintomas da endometriose

Antes de mais nada, é necessário ressaltar que os sintomas da endometriose são extremamente desagradáveis, quando não, muito dolorosos. Dentre os principais sintomas da doença estão inclusos:

  • Desconforto e dor durante e após a prática sexual;
  • Dores no momento de realizar as necessidades fisiológicas;
  • Menstruação irregular;
  • Cólicas fora do período menstrual, costumeiramente intensas;
  • Alterações intestinais, como intestino muito preso ou muito solto.

Em alguns casos, no médio e longo prazo, a doença pode levar à dificuldades para engravidar. Por estes, e diversos outros fatores, ao ser constatada qualquer alteração, deve-se procurar tão cedo quanto possível um médico ginecologista de confiança.

Diagnostico e tratamento

Antes de mais nada, é necessário identificar se realmente trata-se da endometriose. Apesar dos sintomas darem pistas preciosas ao médico, muitas vezes são necessários exames para que possa-se chegar a um diagnostico mais preciso. Dentre estes exames, estão o de toque vaginal e retal e exames de imagens, como o ultrassom e a ressonância magnética.

Vale destacar que o tratamento varia de caso para caso, pois depende muito dos fatores próprios da paciente, como idade, desejo de ter ou não filhos e intensidade dos sintomas.

Em casos considerados como leves, medicamentos são utilizados para impedir a progressão da doença e ao mesmo tempo minimizar a intensidade das dores sentidas.

Já em casos considerados como moderados ou graves, muitas vezes é necessário recorrer à cirurgia, que pode ser feita através de método menos invasivo, como a laparoscopia (remoção dos tecidos afetados por meio de uma pequena incisão feita no abdômen e com o uso de câmeras), ou cirurgias mais radicais como a histerectomia, que consiste na retirada do útero.

Para prevenir que atitudes mais drásticas sejam tomadas, procure um médico assim que notar qualquer um dos sintomas e tente levar uma vida mais equilibrada, diminuindo os níveis de estresse e aumentando o consumo de alimentos ricos em ômega-3.

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Laparoscopia ginecológica – O que é ?

Laparoscopia ginecológica – O que é ?

Hoje em dia, quando uma mulher precisa realizar uma cirurgia ginecológica, é muito provável que ela passe por um procedimento de laparoscopia ginecológica. Considerada uma técnica moderna, segura e que proporciona uma rápida recuperação à paciente, esse tipo de procedimento cirúrgico utiliza a imagem como tecnologia que permite realizar diagnósticos ricos em detalhes e também o tratamento de diversas doenças.

Minimamente invasiva, a técnica consiste na introdução de uma ótica no interior do útero, sem que sejam necessários outros cortes maiores, apenas pequenas incisões, em geral na virilha e no umbigo. Com a microcâmera acoplada o cirurgião pode ter uma visão ampla do interior e avaliar como estão os órgãos internos e qual o melhor procedimento a ser feito.

Como funciona a laparoscopia ginecológica

A laparoscopia é um nome mais simples para a videolaparoscopia, que, na ginecologia, começou a ser utilizada para auxiliar na identificação da endometriose. Mas logo ganhou espaço e se tornou um poderoso aliado na investigação de várias doenças e no tratamento menos agressivo e doloroso dos problemas ginecológicos. Hoje muitos procedimentos cirúrgicos ginecológicos podem ser feitos através deste método.

Para a cirurgia é necessária anestesia geral, muitas vezes combinada com anestesia local, para que sejam feitas as pequenas incisões estratégicas, permitindo que os instrumentos possam entrar. Ela proporciona imagens nítidas do local a ser investigado ou corrigido e utiliza a tecnologia óptica, cada vez mais fina e delicada, para maior liberdade de ação na cirurgia.

São raras as complicações decorrentes do procedimento e a cicatrização dos cortes é mais rápida, deixando o mínimo de marcas. Também pelo tamanho do corte, o risco de infecções é muito menor, e a recuperação se dá com muito mais conforto para a mulher, sem a necessidade do uso de muitos remédios.

Quando a laparoscopia deve ser usada

Atualmente a laparoscopia ginecológica é amplamente utilizada, principalmente para o tratamento dos seguintes problemas:

  • Endometriose: no início, a laparoscopia começou a ser usada para ressecar e cauterizar os focos de endometriose na pelve ou realizar biópsias de orgãos afetados pela doença.
  • Mioma uterino: o mioma é um tumor benigno crescendo no útero, muito frequente. Pela  laparoscopia ginecológica pode ser retirado quando o tratamento clínico não for bem-sucedido e houver predileção pela manutenção do orgão.
  • Cisto ovariano: as bolsas líquidas alojadas nos ovários podem ser benignas ou malignas e causam diversos problemas para o ciclo menstrual e até para a fertilidade feminina. Também podem ser câncer no ovário e na laparoscopia é possível identificar seus tamanhos e tipos.
  • Doenças inflamatórias: a laparoscopia ginecológica pode identificar inflamações na região e o motivo para determinadas dores.
  • Câncer ginecológico: com a laparoscopia é possível realizar uma biópsia da região para identificar o tipo de tumor presente. Também pode ser realizada cirurgia para tratar o câncer uterino e do endométrio.
  • Gestação ectópica: é a gravidez fora do útero , muito perigosa, para a mulher e o mais comum é que ela aconteça na tuba uterina.

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Mioma uterino: Entenda o que é

Mioma uterino: Entenda o que é

O mioma uterino é comumente um tumor benigno, com baixo risco de se transformar em maligno, que cresce em mulheres durante a  fase reprodutiva. Responde aos hormônios estrogênio e progesterona e ainda não se sabe as causas para seu surgimento.

O tratamento, se indicado, é possível para mulheres que apresentem  sintomas e cujo tamanho já provoque alterações. Ele pode ser clínico ou cirúrgico. O primeiro é indicado em casos mais leves e o último para as situações em que haja a intenção de engravidar ou quando o tratamento oral não esteja surtindo o efeito esperado. Chamada de miomectomia, a cirurgia retira apenas o leiomioma (um outro nome para mioma uterino), procurando não alterar a estrutura do útero. Em mulheres mais velhas e que não desejem ter filhos, o tratamento indicado é a histerectomia, cirurgia de retirada do útero.

Como surge o mioma uterino

É cada vez maior o número de mulheres com miomas uterinos e a falta de informação faz com que a maioria os descubra por meio de exames de rotina no ginecologista. O receio de terem um tumor maligno ou de que o mioma seja a porta de entrada para um câncer no útero assusta, mas não há motivo para preocupação.

Os miomas são comumente tumores benignos, independentemente do formato e do local onde se alojem no útero. Também podendo ser chamados de fibroide uterino, os miomas surgem do tecido do miométrio, onde uma única célula se divide desenfreadamente, gerando uma massa diferente dos outros tecidos ao redor.

Seus padrões de crescimento variam muito, podendo ficar estáveis por muitos anos ou crescer muito em poucos meses. Da mesma maneira, eles também podem passar por um período de grande crescimento e depois encolherem sem que exista alguma ação para isso. Em geral, esse desenvolvimento rápido acontece dos 40 aos 50 anos e com uma incidência maior em mulheres negras – nove vezes a mais de que de outras etnias.

Não há definição da causa do mioma, apenas de que ele responde aos hormônios estrogênio e progesterona. Com o decorrer do climatério, a produção desses hormônios cai e o mioma encolhe. Quando uma mulher, que já tem mioma, engravida, os tumores tendem a seguir aumentando de tamanho, causando, no mínimo, incômodos durante a gestação, mas sem gerar danos à mãe ou ao bebê. Após o parto eles costumam diminuir.

O mioma uterino causa poucos sintomas e a maior parte das mulheres passa muito tempo sem perceber. Os seus indícios começam a surgir quando a menstruação fica irregular, indo de intensa a moderada por mais tempo, com a presença de anemias, cólicas, sangramentos fora do ciclo, dores abdominais ou pélvicas e problemas urinários como infecções constantes e vontade intensa de urinar.

Diagnóstico e tratamento

Os miomas são detectados a partir dos sintomas apresentados, inclusive pelo aumento do útero, o que pode ser  comprovado por exames de ultrassonografia transvaginal.

Os medicamentos apropriados para o tratamento não são capazes de desaparecer com o mioma, apenas de controlar seu crescimento e até diminuí-lo.

O mais comum é o uso de pílulas anticoncepcionais que reduzem a produção de estrogênio. Mas quando o volume é grande e o mioma começa a causar outros problemas, uma intervenção cirúrgica pode ser necessária. Ultimamente se desenvolveu uma técnica de embolização das artérias uterinas que diminui o mioma presente na região.Em casos mais graves e com mulheres sem intenção de engravidar pode ser feita uma histerectomia.

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Tipos de parto: Conheça sobre o assunto

Tipos de parto: Conheça sobre o assunto

Ao se deparar com uma gravidez, a mulher logo começa a pensar em qual dos tipos de parto é o melhor para ela e para o bebê, pois é importante dizer que, mesmo que a mulher escolha ter um parto natural, por causa de alguma complicação, na hora pode ser impossível realizar esse procedimento.

Portanto, é bom conhecer os diferentes tipos de parto que existem e saber qual o melhor tipo para cada mãe. Essa decisão deve ser feita em conjunto com o médico ginecologista obstetra, pois é ele quem vai avaliar suas condições, e perceber qual será o melhor dos tipos de parto a ser feito, mas você pode, e deve, dizer ao médico com qual opção se sentiria melhor. Esta é uma escolha que será definida ao longo do período pré-natal.

Vamos às opções dos tipos de parto:

Normal

O parto normal é indicado para aquela gravidez em que não houve complicações durante o pré-natal. No parto normal, a mãe precisa ter dilatação suficiente para trazer o bebê ao mundo e ele nasce exatamente na hora que ele quer, de acordo com as contrações da mãe.

O parto normal é chamado assim pois é a opção para a qual o corpo se prepara durante as 40 semanas de gestação.  Em alguns casos é possível fazer uso de alguns recursos como a ocitocina – hormônio que acelera o trabalho de parto – e a episiotomia, um pequeno corte que facilita a saída do bebê. Neste caso, o uso da anestesia (raquidiana ou peridural) é bem comum.

Vantagens

  • Participação da mãe em todos os momentos
  • Rápida recuperação, quase que imediata após o parto e após a anestesia
  • Baixo risco de infecção

Parto natural

O parto natural é parecido com o parto normal, mas no natural não se faz uso de anestesia e nem do corte períneo. Esse tipo de parto também deve ser acompanhado por um profissional da saúde, mas a interferência é pouca.

Por não haver interferência de anestesia e corte, exercícios que fortalecem a musculatura da bacia e do períneo são imprescindíveis, pois garantem à mulher menos sofrimento e dor e mais preparo no momento do parto.

Converse com seu médico para saber se esse procedimento é o melhor para você, pois assim como o parto normal, no natural também pode haver complicações.

Vantagens

  • Pode-se escolher ter o bebê em casa ou no hospital.
  • Rápida recuperação

Parto humanizado

O parto humanizado é ainda menos invasivo que o natural. Nele, as vontades da mãe são extremamente respeitadas, assim como no natural. No parto humanizado é muito comum a presença de uma doula – pessoa que acompanha a mãe e ajuda no aspecto emocional durante o parto, mas sem interferências.

É legal destacar que o companheiro participa de tudo e tem um papel muito importante durante o parto humanizado, pois ele, assim como a mãe, tem imersão durante todo o momento do parto.

O parto humanizado é um dos mais pedidos hoje em dia, pela naturalidade que é feito e pela interferência zero.

Cesárea

Muitas mulheres que não podem ou não conseguem ter o bebê de parto natural acabam tendo que realizar o parto via cesariana. Na cesárea a anestesia pode ser geral ou peridural – da cintura para baixo -, pois faz um corte na barriga da mãe para a retirada do bebê.
A mãe também tem contato com o filho após o parto, mas esse contato deve ser rápido, pois a mulher logo é sedada novamente para a finalização da cirurgia.

A recuperação é longa e muitas vezes pode ser dolorida. Esse tipo de parto é recomendável em casos em que a mãe possua diabetes, pressão alta ou complicações durante o parto normal/natural/humanizado.

Parto de cócoras na água

No de cócoras, a única coisa que muda para os demais é a posição, pois nele a mãe não fica deitada e sim de cócoras, como se estivesse sentada – favorece a saída do bebê. Esse parto pode ser feito tanto na água quanto fora dela. Mas fazê-lo na água ajuda no alívio da dor, já que a temperatura utilizada é em torno dos 36 graus.

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4 principais cuidados pós-parto

4 principais cuidados pós-parto

Que um recém-nascido precisa de todos os cuidados do mundo, é verdade, mas muitas vezes esquece-se que a mãe também precisa ter alguns cuidados pós-parto. A recuperação da mamãe é extremamente importante, tanto para a saúde dela quanto para a do bebê. Ela precisa estar forte e descansada para seguir nessa linda jornada que é ser mãe.

Mesmo que a mulher tenha tido parto normal, que é considerado um ato natural do corpo feminino, ainda precisa sim de cuidados,mas mais ainda se o parto tiver sido feito através de cesárea (que é uma cirurgia muito invasiva e que tem um grande risco de complicações).

Neste artigo listamos alguns dos principais cuidados que toda mulher deve ter no pós-parto.

1 – Se alimentar de forma correta e não carregar peso além do bebê, é um dos cuidados pós-parto

Não importa a qual tipo de parto a mulher se submeteu, é normal que a mulher fique muito inchada após o parto, e a alimentação ajuda muito neste quesito. Ter uma alimentação balanceada, comendo corretamente e com opções saudáveis, ajuda muito no processo do corpo de desinchar, além de se livrar das toxinas. É importante ressaltar também que existem ainda alimentos que são antioxidantes e de efeitos diuréticos, que auxiliam mais ainda neste processo.

Além da alimentação, outro ponto a se levar em consideração é evitar carregar pesos excessivos. Pois é importante que durante pelo menos até 8 semanas após o parto a mulher evite fazer muito esforço físico, para não prejudicar a saúde, e no caso de cesárea, não abrir os pontos, não inflamar ou infeccionar a área da cicatriz. O repouso e o descanso também são coisas imprescindíveis para uma boa recuperação.

2 – Hidratar e cuidar das mamas

As mamas são uma parte do corpo da mulher que precisam de muita atenção durante o período de amamentação. Isso porque, elas são responsáveis por um dos processos mais importantes para a conexão da mãe com o filho e também de nutrição da criança.

Para que o bico dos seios não rache e para evitar que você tenha que viver dias de dor e sofrimento, lembre-se sempre de hidratá-los. Você pode fazer a hidratação com o próprio leite materno ou com pomadas específicas para a hidratação dos mamilhos (hidratantes convencionais não servem), e que podem ser indicadas pelo médico.

Se acontecer do leite empedrar na mama (o que é bem comum acontecer quando a mulher tem muito leite), o conselho é fazer compressa de água fria nos seios, pois é o calor que aumenta a produção de leite, e massageá-los com movimentos circulares, para ajudar a retirar o excesso de leite. É muito comum que o empedramento causa febre, e isso é natural, mas se a febre ultrapassar os 37,8 graus um médico deverá ser procurado.

3 – Vá em todas as consultas pós-parto

É importantíssimo ir à todas as consultas pós-parto para que seu médico possa avaliar seu estado de saúde e a sua recuperação. Este momento também é importante para que você tire todas as dúvidas referentes ao seu corpo durante este processo de adaptação, o que é bem normal que você tenha.

4 – Cuidados com a saúde intima e com sangramentos

Sangrar alguns dias depois do parto é algo que pode acontecer, mas atente-se à quantidade e à coloração do sangue, isso porque, durante os 21 primeiros dias – podendo variar até o terceiro mês pós-parto – ocorre perda natural de sangue vaginal e a coloração do sangue vai mudando conforme os dias vão passando. No começo é rosado, e quando vai chegando ao final perde pigmentação e fica mais amarelado. Preste atenção nisso. Se o sangue persistir por mais tempo, pergunte a seu médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

Posted by Dr. Rodrigo Tavares in Todos