Dr. Rodrigo Tavares

Tire suas dúvidas sobre a indução da ovulação

Tire suas dúvidas sobre a indução da ovulação

A indução da ovulação é indicada como tratamento inicial para boa parte dos casais com infertilidade. Principal etapa de inúmeros tratamentos de infertilidade de baixa complexidade, ela consiste no acompanhamento da evolução do processo de ovulação com auxilio da ultrassonografia via endovaginal habitualmente após estímulo medicamentoso com diversos esquemas.

O ginecologista pode indicar esse procedimento e manter o monitoramento para  estudar a  resposta dos ovários a medicação prescrita. Algumas mulheres tomam as medicações por conta própria, sem orientação e acompanhamento médicos o que pode ocasionar danos à própria saúde, por ignorar os riscos e a complexidade do tratamento.

Dúvidas sobre indução da ovulação

A vigilância médica é fundamental para evitar uma hiperestimulação dos ovários ou que se criem expectativas equivocadas sobre  o sucesso do método. O procedimento é relativamente simples, mas como envolve o sonho da maternidade, pode gerar tensões e muita ansiedade que prejudicam a qualidade de vida do casal.

Há muitas dúvidas a respeito do que seja e tudo que envolve a indução da ovulação. Essas dúvidas podem estimular ideias distorcidas sobre o assunto e afastar mulheres que poderiam ter bons resultados com o método. Para ajudar a esclarecer as principais questões, listamos abaixo as dúvidas mais relevantes sobre o tema:

1 – Posso fazer a indução da ovulação todo mês?

A maioria dos médicos preconiza a indução da ovulação por no máximo seis ciclos. Muitas conseguem obter bons resultados já no início. Mas ultrapassando este limite sem resultados satisfatórios, o ideal seria procurar outro método a depender principalmente da idade materna.

2 –Para quem é indicado o uso da indução de ovulação?

O procedimento é indicado para mulheres com ovulação irregular, esterilidade sem causa aparente e como preparação para inseminação.

O médico só indica o tratamento após a realização de exames que possibilitem identificar onde estaria o problema a dificultar a gestação.

3 – Minha amiga tem tomado por conta própria um indutor, posso também iniciar o tratamento?

Os medicamentos oferecidos para ovulação só podem ser vendidos e usados com prescrição médica. Inclusive é preciso que o médico acompanhe todo o tratamento e só ele pode indicar o tipo de fármaco que a paciente deve usar para diminuir os riscos de complicações.

4 – O indutor tem efeitos positivos para quem tem síndrome de ovários policísticos?

Sim. Ele é indicado para esse tipo de problema, mas uma margem significativa de mulheres não conseguem reagir ao indutor. Quanto mais acima do peso ideal estiver a mulher, menores são as chances de ter resultados positivos e uma perda mínima de peso já pode ter efeito positivo no resultado.

5 – Os indutores da ovulação podem causar câncer?

Há estudos que acompanham bem de perto as reações do organismo com o uso de indutores da ovulação e até hoje nada foi identificado neste aspecto.

6 – Quais são os efeitos colaterais da indução da ovulação?

Nem sempre os sintomas surgem ou são exatamente os mesmos para cada mulher. Mas podem causar alterações de humor, dor nas mamas e abdominal, ressecamento vaginal, insônia, aumento do volume dos ovários, enjoos, vista embaçada, irritabilidade, depressão, aumento de peso, dor  de cabeça, entre outros.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

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Miomatose uterina: o que é e como tratar

Miomatose uterina: o que é e como tratar

O surgimento de um tumor no corpo é uma preocupação para qualquer pessoa. A tensão de se saber se é um tumor benigno ou maligno é grande. Por isso é preciso esclarecimento, para recorrer ao tratamento. A descoberta de uma miomatose uterina causa esses sentimentos, porém habitualmente não são tumores malignos e são passíveis de tratamento. A mulher pode ter uma vida tranquila após sua retirada. Mesmo que não sejam tão agressivos, entender o problema é fundamental.

O que é miomatose uterina?

Primeiramente, esses tumores não indicam câncer. Isso já alivia o pensamento de quem imagina todo o processo difícil de tratamento. Entretanto, são bem frequentes e bastante recorrentes no período fértil. Também são conhecidos como fibromas. São partes de tecido muscular liso do útero que podem ficar concentradas numa só estrutura ou não.

Podem alterar o tamanho do útero. Isso não significa que a mulher terá problemas para engravidar, mas, com o passar do tempo e sem o tratamento adequado, os miomas ocasionam alterações no fluxo menstrual, prensam órgãos próximos ao útero e podem causar muitas cólicas. Essas massas tendem a diminuir sem nenhuma intervenção após a menopausa.

Tipos de tumor

Existem 3 tipos e cada um deles pode apresentar um conjunto de sintomas, normalmente proporcionais ao tamanho deles, que indicam sua localização, necessidade de acompanhamento ou cirurgia.

  • Subserosos: Ficam na parte externa do útero. Se não retirados, podem aumentar de tamanho e pressionar orgãos internos;
  • Intramurais: Aparecem dentro da musculatura do útero. Podem causar aumento do fluxo menstrual e deixar uma sensação de peso a depender do tamanho do útero;
  • Submucosos: Seu maior volume encontra-se dentro da cavidade uterina, pressionando a mucosa que reveste o útero internamente. As menstruações podem ser mais demoradas e com maior fluxo.

Tratamento

Através de ultrassonografia ou ressonância magnética, o médico avaliará o tamanho e localização dos miomas em relação ao útero e outros orgãos e indicará o melhor tratamento para o caso. Suplementação de ferro e outras vitaminas e anti-inflamatórios irão amenizar a dor aguda e suprir os nutrientes perdidos pelo sangramento intenso. Hormônios também podem ser indicados para atrofiar o endométrio e diminuir o sangramento.

Pode-se optar por retirar apenas o mioma ou o útero inteiro a depender da paridade e da idade da paciente. A cirurgia pode ser feita via abdominal, vaginal, histeroscópica e/ou laparoscópica. 

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Dispareunia: o que é e como tratar

Dispareunia: o que é e como tratar

A dispareunia é a dor durante a relação sexual que, com bastante frequência o público feminino sente durante a penetração. Essa dor pode estar relacionada tanto a problemas físicos como psicológicos.

Uma vez que se considera que o ato sexual deve ser prazeroso e não doloroso, é preciso estar atenta a alguns sinais. Por exemplo, se a penetração ocorre perfeitamente, mas em alguns momentos ou posições surge uma dor incômoda, pode ser sinal de dispareunia.

Quando a penetração não é possível, devido à dor intensa que surge logo de início, trata-se de vaginismo e ocorre por contração dos músculos da vagina. Geralmente até um simples exame ginecológico se torna uma grande dificuldade para quem sofre de vaginismo.

Tanto a dispareunia como o vaginismo têm tratamento. No caso da dispareunia, é importante estar atenta aos seguintes sintomas:

  • Sensação de ardência, queimação em alguns momentos da relação sexual, durante a penetração e também algumas horas depois do ato.
  • A dor pode ocorrer na entrada da vagina ou no interior, bem mais ao fundo, próximo ao útero.
  • Quando a mesma sensação de ardência ocorrer repetidamente.

Tipos

Vulvodínia

Quando a dor ocorre do lado de fora da vagina provocando a sensação de queimação. Chega ao ponto de algumas mulheres não suportarem sequer um leve toque com os dedos na vulva.

Uterina

Ocorre mais ao fundo da vagina e, não raramente, está ligada a problemas uterinos.

A dor no meio

Em razão de problemas musculares, uterinos ou qualquer infecção interna, pode haver a sensação de ardência no interior da vagina.

Causas

Dentre as causas mais prováveis de dispareunia, destacam-se bactérias, endometriose, lubrificação insuficiente na vagina, cistite, fungos, tumores, lesões físicas, infecções, condições hormonais, dor pélvica crônica, inflamação pélvica, hipoestrogenismo.

Tratamento

A partir da primeira dor sentida, é necessário buscar a ajuda de um profissional de imediato, a fim de proceder o diagnóstico e o tratamento adequados.

É importante acelerar o tratamento, pois, à medida que as dores se intensifiquem, menos desejo a mulher sente. A tensão muscular aumenta na mesma proporção que a emocional, causando dores em qualquer posição na cama.

Primeiramente, o médico distinguirá se a dor é derivada de vaginismo ou dispareunia. Poderá optar por uma avaliação psicológica com terapeuta especializado em sexualidade humana.

Caso a dor esteja relacionada a doença físicas, o médico indicará medicamentos e/ou cirurgias e se estiver ligada a fatores emocionais, o terapeuta buscará abordagens mais eficazes. Isso poderá desfazer os “nós” na mente da mulher, ajudando-a a se sentir mais à vontade em suas relações com o parceiro.

Caso ainda tenha dúvidas, venha conversar comigo. Agende uma consulta. Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

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Conheça os riscos do aborto provocado

Conheça os riscos do aborto provocado

Toda vez que uma mulher resolve no desespero optar pelo aborto, embora não imagine, está colocando sua vida em um grande e grave risco. Existem diversas consequências para a saúde, que não podem passar despercebidas. Essas são algumas delas:

Dilatadores: laceração do colo do útero

Essa prática pode provocar um enfraquecimento do colo do útero, de forma que, mesmo após anos do procedimento, ocorram sucessivos abortos espontâneos ou partos prematuros.

Perfuração uterina

Quando a mulher está grávida, o útero se torna muito frágil. Ao se praticar o aborto com a colher de curetagem, aspirador ou qualquer outro instrumento pontiagudo, é possível perfurar a sua camada mais externa. Se perfurada, pode implicar em graves consequências, tais como lesões na bexiga, intestino e nas trompas, esterilidade devido a infecção e obstrução das trompas, possibilidade de remoção do útero e risco de hemorragia e morte.

Hemorragias uterinas

A perda de sangue pode ser muito intensa, especialmente em casos mais tardios. Uma hemorragia muito intensa pode levar à morte, se não houver transfusão de sangue urgente e a interrupção do sangramento habitualmente pela retirada do útero.

Endometrite

Inflamação da parede uterina interna logo após o aborto. Mesmo com o uso de antibióticos tomados antes da prática, a incidência de infecções nas trompas  provocando esterilidade está aumentada.

Gravidez ectópica

Uma gestação em que o feto se desenvolve fora do útero.

Laminárias

Trata-se de um método em que se utiliza um artefato esterilizado feito de algas marinhas que dilata o colo uterino. A maior complicação seria a infecção e saída incompleta do material.

De forma genérica:

– Dificuldade do colo do útero de manter-se fechado.

– Complicações placentárias

Caso a cicatrização não se dê de forma adequada, pode surgir uma complicação placentária na gestação seguinte, a chamada placenta prévia, que tornará urgente uma cesariana para preservar tanto a vida da mãe, quanto da criança.

– Síndrome de ASHERMAN (fibrose ou aderências na parede interna uterina, fruto de cicatrizes deixadas pelo aborto) e complicações tardias, que poderão provocar necessidade de cesariana ou de histerectomia.

– Possibilidade de uma futura gravidez de alto risco, complicações durante o trabalho de parto e contrações muito prolongadas.

– Dor intensa durante o aborto.

Soma-se a isso o risco da mãe sofrer traumas emocionais e psicológicos, que poderão atrapalhar a vida íntima e prejudicar seu relacionamento. Por tudo isso, é muito importante refletir bastante sobre o que é melhor para a sua saúde, de forma a diminuir os riscos de complicações e doenças graves.

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Menstruação irregular pode ser sinal de outras doenças

Menstruação irregular pode ser sinal de outras doenças

O ciclo menstrual tem início no final da infância, marcando o ingresso da mulher na fase da adolescência. É o início do seu amadurecimento, até entrar na fase adulta. Esse ciclo será interrompido apenas quando a mulher estiver grávida ou quando chegar à menopausa, por volta dos 47 anos.

Os ciclos menstruais são controlados pelo próprio cérebro, através dos ovários, que produzem os hormônios responsáveis pelo estímulo da menstruação no útero.

A menstruação é a descamação do endométrio, uma camada que recobre o útero por dentro. Trata-se de um processo de preparação para o caso de haver fecundação de um óvulo em períodos férteis. Assim, o embrião se desenvolveria encoberto pelo endométrio.

Se a fecundação não ocorre, a descamação acontece e desce, então, o fluxo sanguíneo, denominado menstruação. Quando é a primeira vez, é chamado de menarca.

Um período menstrual considerado regular, ocorre entre 2 e 7 dias, com intervalos a cada 21 e 35 dias. Em adolescentes  e mulheres na pré menopausa o intervalo habitualmente fica irregular. Por ciclo, são perdidos aproximadamente 80 ml de sangue.

Algumas falhas nesse período podem ocorrer e, não necessariamente, signifiquem gravidez. Algumas falhas, inclusive, chegam a 90 dias. Quando se percebe que já ultrapassou dois ciclos, é melhor investigar as causas.

O que pode ser esta falha?

Se não foi praticado sexo recente sem proteção, algumas causas da irregularidade podem ser: endometriose, alterações hormonais, ovários policísticos, síndrome de Asherman (graves cicatrizes no revestimento interno do útero com aderências), amamentação, hímen não perfurado, tumor nos ovários, anorexia ou bulimia, ganho ou perda excessiva de peso, estresse emocional, hipo ou hipertireoidismo, esquecimento na tomada da pílula anticoncepcional, miomas uterinos, inflamações como cervicites e salpingites, pólipos no endométrio ou no colo do útero, uso de DIU (dispositivo intrauterino) medicado, espessamento do endométrio e neoplasias malignas do útero.

Quais os sinais de que a menstruação está descontrolada? Como não entrar em pânico?

Primeiramente, tenha em mente que, se não houver ejaculação sem proteção dentro da vagina, as chances de uma gravidez são bem remotas. Embora possa haver uma gestação apesar de uma ejaculação externa a vagina, as possibilidades são bem pequenas. Porém não se esqueça que até naquela pequena quantidade de líquido que precede a ejaculação já encontramos um número expressivo de espermatozoides. Sendo assim não brinque com a sorte, se não quiser engravidar.

Se não foi esse o caso, procure um médico. Vale a pena analisar, por exemplo, se o tempo entre uma e outra menstruação começa a sofrer alguma alteração para mais ou menos tempo, se você perde mais ou menos sangue a cada período menstrual e se o período menstrual varia com frequência.

O quanto antes buscar ajuda, mas rapidamente a situação voltará ao normal e a tranquilidade retornará. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em Patrocínio e Patos de Minas.

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Trombofilia: sintomas, causas e tratamentos

Trombofilia: sintomas, causas e tratamentos

O sistema circulatório é responsável por fazer com que os órgãos e tecidos do corpo humano sejam irrigados e possam extrair do sangue o oxigênio e nutrientes necessários.

Existe uma série de condições que podem atrapalhar seu funcionamento e gerar riscos à pessoa afetada. Uma das mais perigosas é a trombofilia, que atinge, em especial, as gestantes.

Dito de maneira simples, trata-se de uma condição que faz com que o sangue se torne mais espesso, que é causado por condições genéticas ou adquiridas. Esse espessamento dificulta sua circulação pelas veias e artérias, chegando ao ponto em que algumas dessas passagens ficam obstruídas.

Na gravidez, a trombofilia se manifesta com maior frequência e pode gerar complicações graves tanto para a mãe quanto para o bebê.

A mãe pode sofrer trombose, embolia pulmonar, pré-eclâmpsia e eclâmpsia (convulsões geradas pela pressão alta). No bebê, as complicações vem da redução do fluxo na placenta, que pode causar parto prematuro, não desenvolvimento do feto e mesmo morte.

Sintomas

A consequência mais temível da trombofilia é a trombose arterial. Ela pode causar quadros graves de AVC (acidente vascular cerebral), que pode deixar a pessoa incapacitada para sempre ou causar a morte.

No entanto, existem alguns indícios que podem alertar a paciente e o médico sobre a possibilidade de desenvolvimento da doença, a exemplo de inchaços dolorosos, que podem aparecer habitualmente na perna esquerda.

Na gestante, outros sinais podem incluir crescimento tímido da barriga, motivado pela diminuição da circulação sanguínea na placenta, e pré-eclâmpsia precoce.

Tratamento da trombofilia

Se por um lado o diagnóstico da doença é complicado de ser feito, por outro, a definição do tratamento e sua execução estão definidas. No caso desta tendência estar associada a outros quadros, é realizado o tratamento da doença que a desencadeou, como o lúpus, artrite reumatoide, doenças de origem hormonal, dentre outras.

Para o tratamento utilizam-se medicamentos anticoagulantes, que deixam o sangue menos espesso.

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7 Mitos e verdades sobre a pílula anticoncepcional

7 Mitos e verdades sobre a pílula anticoncepcional

Ainda que a pílula anticoncepcional seja um dos métodos contraceptivos mais populares, seu uso ainda é cercado por dúvidas e meias-verdades. Será que é perigoso? Engorda? Altera o humor? Causa infertilidade? Conheça os principais mitos e verdades por trás da pílula.

1. Engorda?

PARCIALMENTE VERDADE. A pílula, por si só, não causa alterações no peso, como se acredita. O que acontece é que ela pode aumentar a vontade de consumo de carboidratos, além de aumentar a retenção de líquido no corpo. A sensação que fica é a de que o corpo está inchado, e a mudança na alimentação certamente pode levar ao ganho de peso.

2. Dá trombose?

NÃO NECESSARIAMENTE. As pílulas podem, sim, aumentar as chances de trombose em mulheres que já possuem uma predisposição genética para o problema. Por isso, é tão importante consultar um ginecologista antes de começar o tratamento, uma vez que ele pedirá os exames necessários para avaliar sua saúde, além de questionar seu histórico familiar.

3. Causa infertilidade?

MITO. Provavelmente, você já ouviu falar de uma “amiga de uma amiga minha” que sofreu com problemas de fertilidade após o uso do anticoncepcional. Mas é extremamente improvável que as duas coisas tenham alguma relação.

Se a fertilidade da mulher está em boas condições, simplesmente parar de usar a pílula é o bastante para engravidar. Portanto, se há alguma dificuldade, as reais razões devem ser investigadas.

4. Causa mudanças na pele?

VERDADE, mas o tipo de mudança varia de acordo com os hormônios de cada pílula. Algumas podem aumentar a oleosidade, enquanto outras podem diminuí-la, ressecando a pele. Vale encontrar uma boa opção para o seu tipo de pele, com a ajuda do ginecologista responsável.

5. Reduz as cólicas?

VERDADE. Essa vantagem foi descoberta na Suécia, por meio de um estudo de mais de 30 anos feito pela Universidade de Gotemburgo. Quem usa a pílula tem, realmente, menos cólicas.

6. Álcool e antibióticos afetam a eficácia?

VERDADE. O álcool é perigoso, principalmente se for ingerido de forma abusiva, tanto pelas chances de vômitos que expulsariam a pílula do organismo, quanto pelo risco de doenças hepáticas causadas pelo uso associado das duas coisas.

Já no que diz respeito aos remédios, em geral, a eficácia do anticoncepcional não é reduzida pelo uso de antibióticos, antidepressivos e anticonvulsivantes.

7. Dá celulite?

PARCIALMENTE VERDADE. Assim como no primeiro item, o que acontece mesmo é a retenção de líquidos e inchaço. Dessa forma, quem já tem tendência à celulite pode apresentá-la, principalmente se a mulher for sedentária e mantiver uma má alimentação.

Muito do que se fala sobre a pílula anticoncepcional é verdade apenas para algumas mulheres. O melhor a fazer é sempre tirar quaisquer dúvidas com um profissional da saúde, para só então tomar qualquer decisão.

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Métodos Contraceptivos

Métodos Contraceptivos

Atualmente muitos métodos estão disponíveis para quem deseja evitar a gravidez. Alguns são mais conhecidos do que outros, como a camisinha masculina, mas pouco se sabe realmente sobre a variedade e eficácia de cada um.

Quase todos os métodos usados hoje em dia são designados para o corpo feminino. Variando dos mais simples aos mais complexos, a mulher pode escolher de acordo com seus desejos, seu organismo e a orientação dada pelo ginecologista. Conheça alguns deles:

1. Camisinhas (masculina e feminina)
A mais conhecida de todas as formas de se precaver contra uma gravidez indesejada, bem como de DSTs, é a camisinha masculina. Ela deve ser colocada no pênis ereto antes da penetração, e geralmente é feita de látex. O preservativo é o método mais barato e prático e tem eficiência de cerca de 82%.

A camisinha feminina, menos utilizada, tem eficácia de 79%, mas chega a ser tão prática quanto a masculina. Ela só precisa ser posicionada dentro da vagina antes do sexo.

2. Anticoncepcionais (pílulas, adesivos e injeção)
Outra grande conhecida das mulheres é a cartela de pílulas anticoncepcionais, que tem eficácia prática de 91%, desde que seja tomada diariamente, de preferência no mesmo horário aproximado.

O adesivo anticoncepcional funciona do mesmo jeito, com liberação constante de hormônios que bloqueiam a liberação de óvulos. O mesmo vale para a injeção, com a diferença de que o período para aplicação desta última pode ser mensal ou trimestral.

Nos três casos, as desvantagens incluem efeitos colaterais que podem atingir certas mulheres, desde aumento de peso até dores de cabeça. Para evitar esses e outros problemas, é importante que o uso de anticoncepcionais seja feito sempre com acompanhamento médico, para que a dose seja ajustada conforme necessário.

3. DIU hormonal ou de cobre
DIU é um dispositivo intrauterino pequeno, geralmente em forma de T, que é inserido no interior do útero por um profissional de saúde habilitado. No caso do hormonal, ele tem um reservatório de progesterona, que é liberada continuamente.

O hormônio afina as paredes internas do útero e faz com que o muco do colo uterino fique espesso e dificulte a viagem do espermatozóide ao óvulo. Já o de cobre tem propriedades espermaticidas.

Os dois tipos têm eficácia de mais de 99%. O DIU hormonal dura de 3 a 5 anos, e o DIU de cobre pode durar de 5 a 10 anos.

4. Implante
O implante contraceptivo é um pequeno “palito”, colocado sob a pele do braço, para liberar progesterona continuamente em baixas quantidades. É também um método contraceptivo muito bom, com eficácia de mais de 99%. Sua durabilidade chega a até três anos.

Existem várias formas de evitar a gravidez, então, converse com o seu médico sobre aquela que vai se adequar melhor ao seu organismo e ao seu estilo de vida.

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Pólipo endometrial: quando a cirurgia é indicada?

Pólipo endometrial: quando a cirurgia é indicada?

O pólipo endometrial, também conhecido como pólipo no útero, é um desenvolvimento fora do normal de células do endométrio, que vão se multiplicando. Apesar de serem tumores, esses pólipos são habitualmente benignos, embora possam desenvolver malignidade com o tempo, caso não sejam tratados adequadamente.

Uma menstruação irregular pode sinalizar a presença de pólipos. Um leve desconforto na pélvis também pode indicar o problema. Porém, esses sinais podem ser indícios de que os pólipos já estão causando complicações associadas e que precisam ser tratados o mais rápido possível, para evitar danos ainda piores.

Como surgem os pólipos endometriais

Muitas mulheres não sabem, mas quando possuem um sangramento fora do período menstrual ou a menstruação é muito mais intensa do que o normal, pode ser em razão de alguma lesão uterina ou disfunção hormonal, o que demanda tratamento urgente. Entre as possíveis causas, uma das mais recorrentes é a presença de pólipos uterinos.

O endométrio é o tecido que reveste a camada interna do útero e é de suas paredes que surge a menstruação, caso o óvulo não seja fecundado. Quando suas células apresentam um desenvolvimento anormal e se proliferam, criam os pólipos. Eles possuem um aspecto amolecido e têm tamanhos bastante variados, identificando-se como uma protuberância aparente na cavidade uterina.

Cientistas ainda não identificaram a causa exata para o surgimento dos pólipos endometriais, contudo, sabe-se que as alterações hormonais são responsáveis pelo seu desenvolvimento e proliferação.

É possível também que eles se formem em consequência de algum tipo de lesão no útero. Há indícios de que alguns remédios contra o câncer de mama também influenciem no surgimento dos pólipos.

Mesmo que os pólipos endometriais não sejam malignos, é preciso uma avaliação médica periódica para identificar sua evolução. Também é preciso realizar uma ultrassonografia uterina para identificar se eles diminuíram, aumentaram, desapareceram ou se surgiram novos, especialmente em mulheres obesas, com hipertensão, histórico de pólipos na família e já com riscos de desenvolver um câncer.

Algumas consequências da presença de pólipos uterinos são uma menstruação muito mais intensa, sangramento fora do ciclo menstrual, dor pélvica e dificuldade em engravidar.

Como é feita a cirurgia

Mesmo que os pólipos endometriais não sejam malignos e que, por isso, não haja uma preocupação inicial, eles devem ser retirados para evitar a evolução para algo pior. Dessa forma, a cirurgia é o tratamento mais indicado.

Caso não haja dor e nem sangramentos excessivos, é preciso conversar com o médico para identificar se realmente é necessário realizar a cirurgia nesse momento. Tudo depende do estado de saúde da mulher. Embora seja importante retirá-los, mesmo assim, pode ser mais prudente aguardar outro momento.

O procedimento cirúrgico mais comum para a retirada de pólipos é a histeroscopia cirúrgica. É uma intervenção simples, podendo ser realizada no consultório ginecológico e em clínicas, necessitando-se apenas de anestesia local. Muitas vezes opta-se pela sedação venosa no bloco cirúrgico para maior conforto da paciente. Os pólipos e sua camada basal são retirados sem que haja uma corte externo, sendo permitido à paciente manter repouso em casa.

Caso a presença dos pólipos seja mais intensa e agressiva, com ocorrências frequentes ou ainda se tornando malignos, a retirada do útero pode ser a melhor opção. A cirurgia de histerectomia deve ser indicada para casos graves de pólipos e em mulheres que não desejam mais engravidar.

Opção mais radical, a retirada do útero evita não só pólipos endometriais como impede qualquer possibilidade de câncer na região. Mas, por ser uma medida tão radical, ela é mais propícia para mulheres que já passaram pela menopausa. Para as mais jovens e que podem ainda ter filhos, pode ser uma opção traumática.

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7 fatores de risco para infertilidade

7 fatores de risco para infertilidade

Diagnosticar um casal como infértil é bastante complexo, já que há inúmeros fatores que devem ser analisados até chegar a essa definição. Há fatores que causam uma predisposição à infertilidade, como casais com mais de 35 anos, doenças como endometriose e síndromes de ovários policísticos, ou a mulher ter sofrido laqueadura das trompas e o homem, vasectomia.

Cada casal saudável e com menos de 35 anos tem uma média de 8% de chances de engravidar mensalmente, contando com o período fértil da mulher, o que acaba dificultando a detecção de uma infertilidade real.

Para que a possibilidade de infertilidade seja identificada, é preciso que o casal fique um ano sem usar contraceptivos e mantenha relações sexuais regulares. Só após esse prazo é que os dois deverão iniciar uma série de exames para que seja identificada a causa da infertilidade e então estabelecido o tratamento mais adequado.

Riscos de infertilidade

A infertilidade não é rara, atingindo a média de 15% de casais em todo o mundo. Cada gênero é responsável isoladamente por 40% dos casos, ao passo que em 20% são ambos, homens e mulheres, segundo as estatísticas.

Esses dados ajudam a esclarecer que o homem tem tanta responsabilidade na dificuldade do casal em ter filhos quanto a mulher. Até pouquíssimo tempo, a infertilidade era atribuída sempre à mulher, já que o homem sequer era avaliado para não ser considerado como não viril.

Ainda como reflexo dessa cultura, é a mulher quem toma a iniciativa de buscar avaliação médica sobre sua fertilidade. Ao ginecologista, cabe uma avaliação completa, que engloba, inclusive, conhecer a rotina e os hábitos da paciente. Afinal, não são só doenças físicas que podem causar a infertilidade, mas também mentais e ambientais.

Muitas vezes, uma mudança de estilo de vida pode resolver o problema. Para ajudar a identificar essas possíveis causas, listamos abaixo sete fatores de risco para a infertilidade:

1 – Tabagismo: mulheres que, com o vício de fumar, têm um aumento significativo das chances de sofrer um aborto espontâneo. Caso consigam seguir com a gravidez, há chances de nascimento prematuro e que o bebê nasça abaixo do peso ideal. Sem contar as dificuldades respiratórias e doenças associadas. Para os homens, a contagem de espermatozoides diminui e, em ambos os casos, a cada ciclo fértil, há reduzidas chances de engravidar;

2 – Álcool: o consumo em excesso e constante de álcool influencia na produção de hormônios e nas chances de engravidar. Para os homens, também diminui a quantidade de espermatozoides. Caso haja a gravidez, o álcool no sangue pode causar síndrome alcoólica fetal, com grandes chances de abortamento;

3 – Drogas: o consumo de drogas lícitas e ilícitas é um grande risco para a infertilidade. Pode influenciar na produção de óvulos, na sua descida para o útero, na fertilização e é um risco gravíssimo caso haja a gravidez;

4 –Alterações de peso: mulheres obesas ou muito abaixo do peso ideal podem ter mais dificuldade em engravidar, já que há fortes alterações hormonais;

5 – Doenças sexualmente transmissíveis: quando mal cuidadas, podem indicar infertilidade para homens e mulheres. O mesmo ocorre com outras doenças, como caxumba, vírus e infecções, que podem deixar a infertilidade como sequela;

6 – Distúrbios hormonais: doenças como endometriose, útero septado, ovários policísticos e outros tipos de infecções ginecológicas podem diminuir as chances de engravidar;

7 – Estresse: o estresse excessivo pode diminuir as chances de fertilidade, já que sua ação pode causar deficiências, como diminuição na produção de óvulos e espermatozoides, entre outros efeitos prejudiciais. Outros problemas mentais também podem ser decisivos, como distúrbio da ansiedade, depressão e pânico.

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